Tatiana Dornelles
Tubarão

Os casos de violência contra a mulher, infelizmente, ainda são bastante comuns e, apesar das leis de amparo ao sexo feminino (como a Lei Maria da Penha), poucos ainda são os registros de denúncias contra os agressores. Medo do companheiro ou de futuras agressões (e até ameaças de morte), além do receio de perder o marido (que ‘dominam’ a autoria deste tipo de crime), podem ser alguns motivos que levam as mulheres a não denunciar.

Em Tubarão, uma história recente tem chocado as pessoas. E diversas versões são contadas ‘aos quatro cantos’ da cidade. Uma professora da rede estadual de ensino teria sido queimada pelo marido, e teve parte de seu rosto e dos cabelos atingidos. A vítima chegou a ser internada no hospital e, agora, está em tratamento em casa. Os gastos diários, conforme informações extra-oficiais, somente com pomadas para queimadura, seriam de quase R$ 100,00.

Quanto às versões, a primeira seria a de que o marido, em meio a uma discussão, jogou óleo quente na esposa. Há a história de que ele passava álcool em seu braço e, ‘sem querer’, pegou fogo na professora. Além disso, uma outra versão é de que ela estaria colocando álcool da churrasqueira, quando foi surpreendida pelo fogo. Da verdadeira história, poucos sabem. Todavia, a professora não registrou boletim de ocorrência.

O medo ainda é constante entre as mulheres que sofrem agressões e, por isso, os índices parecem baixos. Mas não são. Muitos números ficam escondidos ‘atrás das portas’ das casas e não são contabilizados nas delegacias de proteção à mulher.