Há estrelas em todos os esportes. Seja no futebol, vôlei e judô, por exemplo, sempre há profissionais que cativam e encantam o público. Isso pode ocorrer por várias razões, desde a história de superação que existe por trás até o próprio desempenho do atleta.

No entanto, em geral, as pessoas tendem a torcer pelo time, e não apenas por um competidor. Por isso, é comum ouvir “hoje vou ver o meu Palmeiras jogar” e não “hoje vou ver o Felipe Melo jogar”. No entanto, nos esports é diferente, tanto que muitos dos jogadores têm mais seguidores na internet do que o clube que representam.

A Betway, site de bets e-sports, fez uma pesquisa sobre o fanatismo no esports e descobriu por que o público se comporta de outra forma. A resposta está na forma que os profissionais constroem a própria marca na internet. Veja só!

Mais famosos que as próprias organizações

A presença dos principais players de jogos eletrônicos é tão massiva nas redes sociais que muitos têm mais público do que as próprias organizações. BRTT, por exemplo, conta com mais de 4 milhões de seguidores em todas as redes, enquanto o Flamengo, clube pelo qual disputa, tem pouco mais de 1 milhão. Yoga é outro jogador que surpreende. Ele tem cerca de 5,5 milhões de fãs na internet contra 900 mil do Red Canids por onde compete.

No entanto, o maior fenômeno dos esports atualmente é Bruno Goes, o Nobru, jogador de Free Fire. Ele tem mais de 27 milhões de fãs em todas as redes sociais, enquanto o Corinthians (não apenas a divisão de esports) conta com cerca de 6 milhões.

A surpresa é ainda maior quando se pensa na história dos times e desses profissionais. Muitos jogadores estão na faixa dos 20 anos. Nobru, por exemplo, tem 19 anos, enquanto o Corinthians já atingiu o centenário. Ou seja, os competidores de jogos eletrônicos atingiram um feito ao se tornarem mais populares do que os times em que atuam.

Produção de conteúdo que aproxima

Além de se destacarem no que fazem – da mesma forma que outros esportistas – os profissionais de jogos eletrônicos têm investido no compartilhamento de informações. Por meio de postagens e principalmente vídeos, eles dividem com o público o que fazem, como fazem e por que fazem.

Essas informações ajudam a engajar a comunidade gamer, que é bastante jovem e adora consumir conteúdos digitais. Sem contar que, para muitos, a comunicação com os fãs é um dos aspectos mais interessantes da carreira.

É o caso de Gabriel “FalleN”, jogador de Counter-Strike:Global Offensive. “A relação que criei durante mais de 18 anos competindo nos esports com a torcida brasileira é algo especial e único. Não há como pensar em FalleN sem pensar na comunidade brasileira. Tivemos que passar por cima de muitos obstáculos e construir coisas maravilhosas juntos para conseguir estarmos aqui hoje e muitos dos fãs que acompanharam essa trajetória fazem questão de torcer pela continuidade da minha carreira”, afirmou em entrevista ao site Betway.

Por conta dessa proximidade com o público, é mais fácil um jogador levar uma legião de fãs para uma equipe do que ganhar o público da equipe assim que chega. Diferentemente de outros esportes, em que se torce pelo time, nos jogos eletrônicos, há cada vez mais pessoas acompanhando e torcendo por indivíduos.

Em outras palavras, os jogadores eletrônicos se transformaram nas próprias marcas. Isso explica o porquê eles estão cada vez mais populares, e impactando a internet.

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