Marina afirma que vive um sonho e almeja continuar com esta atividade por muito tempo  -  Foto:Rafael Andrade/Notisul
Marina afirma que vive um sonho e almeja continuar com esta atividade por muito tempo - Foto:Rafael Andrade/Notisul

Tubarão

“Teatro só faz sentido quando é uma tribuna livre onde se pode discutir até as últimas consequências os problemas do homem”. A frase é do autor e escritor Plínio Marcos, falecido em 1999. Ao que tudo indica, a paranaense Marina Padilha, 25 anos, tem seguido os ensinamentos do escritor à risca.

Há pouco mais de dois meses, a jovem chegou em Tubarão e, desde então, desenvolveu um trabalho diferente, porém considerado encantador. “Saí do estado vizinho com 17 anos, vim morar em Criciúma, trabalhei, estudei teatro e tenho procurado colocar em prática um pouco dos ensinamentos que recebi. Sempre quis fazer algo que gostasse, voltado à arte e somente agora tenho conseguido realizar este sonho na Cidade Azul”, relata Marina.

A jovem dá vida à boneca Haruki, que significa árvore da primavera. “O meu trabalho é um teatro de rua livre. Aquele que desejar fazer uma contribuição espontânea é bom, mas se não o fizer também está tudo certo. Gosto de propagar a arte. Me apresento por duas horas todos os dias pela manhã e também à tarde”, conta.

Marina revela que, mesmo morando no município há pouco tempo, está encantada. Ela destaca que os moradores são solícitos e atenciosos, além de sensíveis à arte. A atriz conta que leva entre uma hora e meia a duas horas todos os dias para ficar pronta. “Como é um trabalho que lida muito com o público, faço meditação e alongamento. Quero apresentar algo legal para as pessoas, a vida de muitos é tão pesada e se nos desligarmos de alguns problemas, mesmo que seja por pouco tempo, já é o suficiente para termos um dia melhor”, garante a artista.

Ela revela que ainda neste mês pretende se apresentar em Florianópolis. “Quero fazer este trabalho também na capital e se der certo me apresentar em outras cidades. Estou com muitos planos e pretendo colocá-los em prática”, finaliza.