Belo Horizonte (MG)

A ministra da casa civil, Dilma Rousseff, cometeu uma gafe ontem, durante uma cerimônia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Belo Horizonte. Ao iniciar o seu discurso, a ministra cumprimentou as mulheres e chamou a solenidade de comício. “Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, esse comício”, disse a ministra, em meio a sorrisos.

Dilma é uma das pré-candidatas do governo para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2010. Apesar de não admitir a pré-candidatura, a ministra é preparada para concorrer à sucessão. Essa não foi a primeira vez que a cerimônia do PAC foi confundida com ato de campanha. No último dia 31 de março, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), cometeu um ato falho e chamou a ministra de presidenta. “Já estou confundindo as bolas”, disse Cabral, ao se referir à gafe.

“Mãe e pai do PAC”
Na cerimônia de ontem, o presidente Lula voltou a chamar Dilma de mãe do PAC. “Eu disse que Dilma era mãe do PAC porque depende dela cobrar dos prefeitos, dos outros ministros, dos governadores. O PAC só dá certo porque tem uma mãe conduzindo”, afirmou Lula. Segundo o presidente, a ministra “toma mais conta do programa do que tomou conta de sua própria filha”.

Já o ‘pai da criança’ não poderia ser outro, a não ser o próprio presidente. “Estamos cuidando do PAC como um pai e uma mãe responsáveis cuidam dos seus filhos”, disse. Para não perder o costume, Lula afirmou ainda que os ricos não precisam do governo, pois já moram em uma boa casa e têm água tratada e asfalto.

Já os pobres, estes sim, precisam do estado. “É necessário fazer uma reparação aos pobres por meio de melhores condições de vida. Tenho ainda quase três anos de governo e que durante esse tempo dedicarei cada minuto e hora da minha vida para ver se conseguimos consertar esse país”, brandou.

Um alerta para as
eleições municipais

Lula aproveitou para alertar sobre as eleições municipais deste ano. Para ele, a população precisa descobrir quem está sempre do lado do povo e quem aparece “só agora achando que é milagreiro”. “Eu estou muito à vontade porque não sou candidato a prefeito”, afirmou.