Proporcionar melhor qualidade de vida aos animais de rua, abandonados e que se encontram em risco. Para isso, é fundamental que haja um controle de zoonose destes animais, além da necessidade de retirá-los das ruas.

Na busca dessas ações, este ano foi criado o projeto Vira Latas, em Jaguaruna, focado na utilidade pública para animais de rua, trazendo melhora para a saúde da comunidade e dos próprios animais abandonados. Desta forma, estes animais terão alguma possibilidade de encontrar um lar.

Entre as etapas que antecipam a adoção, a intenção é que eles passem também por uma série de eventos como a castração, vermifugação, cadastro de animais em um banco de dados municipal e posterior adoção.

De acordo com a coordenadora do projeto Ivonete Soares, para ser posto em prática, a ideia é contar com uma parceria de iniciativa privada e pública. “Queremos fazer o recolhimento de animais de rua e protocolá-los, tendo um espaço fornecido pela administração municipal podemos alocar estes animais”, detalha.

Como o projeto segue sequência de voluntariado, a intenção é contar com o apoio da população e do círculo da causa animal, para os devidos cuidados. Além disso, para os cuidados com os animais que foram abandonados há necessidade também da aquisição de anestesias, ração e vermífugos.

A coordenadora explica que por esse motivo, entende-se que para o funcionamento do projeto, é preciso de algo mais que um espaço físico. “Caso haja dificuldades por parte do poder público para o fornecimento de uma área, onde esses animais se instalarão, eles terão que retornar para as ruas, não havendo um processo de adoção”, pontua.

Nesse ponto é fundamental a instalação de comedouros e bebedouros para esses animais e uma casa compartilhada onde eles possam se abrigar. “O controle de zoonose, vermifugação e a instalação de chips para controle de adoção, além de um cadastro na base municipal serão fundamentais para a redução desses animais na rua”, finaliza.

 

Prática do projeto inicia em abril

O projeto terá início em abril, porém ainda não disponibiliza de espaço para atuação. Por este motivo, as ações iniciais serão voltadas para um “plano B”. “Dessa forma, pegaremos os animais, faremos o processo, os colocaremos em um banco de dados e devolvemos para o local onde foi encontrado. Neste momento instalaremos pontos de comida e bebida, além do monitoramento de uma pessoa responsável por aquela área”, detalha o vice-presidente do projeto, Juan da Silva.

Assim, os animais terão um “acompanhamento” e um registro da castração no banco de dados, o que facilitará o monitoramento de doenças em regiões específicas. “Como o serviço é voluntário intendemos que poderemos conseguir mais ajuda (mão de obra) de pessoas que colocariam a ração e a água nos comedouros”, pontua.

Juan explica que apoiadores já estão disponibilizando auxílio. “Esta semana teremos uma reunião com a Samae a doação dos canos para montarmos os comedouros de rua. Teremos também uma reunião com o reitor de uma universidade para castração e monitoramento das doenças”, comemora.

Outros interessados em contribuir com o projeto poderão entrar em contato com a Ivonete ou com Juan pelos telefones 48 99156-2690 ou 99949-0455.

 

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