Representantes da Biogastec apresentaram o projeto nos ministérios do Meio Ambiente (foto) e de Minas e Energia. O objetivo é requerer que o governo federal promova o abatimento de impostos   -  Foto:Fernanda Rodrigues
Representantes da Biogastec apresentaram o projeto nos ministérios do Meio Ambiente (foto) e de Minas e Energia. O objetivo é requerer que o governo federal promova o abatimento de impostos - Foto:Fernanda Rodrigues

 

Braço do Norte
 
O projeto da empresa alemã Biogastec, para construção de usina de biogás na comunidade de São Maurício, em Braço do Norte, foi pauta de duas reuniões esta semana, em Brasília. As explanações foram realizadas ao secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e ao secretário de mudanças climáticas do Ministério de Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink. 
 
O objetivo dos encontros foi pedir apoio do governo federal para acerto de política fiscal que possibilite as atividades do empreendimento. A solicitação é para que os tributos do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sejam excluídos pela União.
 
O governador Raimundo Colombo já se comprometeu a isentar a usina do Imposto Sobre Serviços (ISS) e Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).
 
“É um projeto que contempla tanto a questão de economia e meio ambiente, quanto o social. Será modelo para a América Latina”, salienta o secretário de articulação nacional, João Matos. 
 
Ele acompanhou o presidente da SCGás, Cosme Polêse, e os representantes da Biogastec, Heinz Peter Schinke e Patricia Bombonati, nos dois encontros.
 
As ações para a implantação da primeira usina de biogás nacional, baseada em tecnologia alemã, estão adiantadas e Santa Catarina pode ser o primeiro estado brasileiro a produzir o “gás verde”, por meio do aproveitamento de dejetos de suínos e aves.
 
Investimento será de R$ 22 milhões
A primeira usina de biogás em Braço do Norte será implantada na SC-482, na comunidade de São Maurício. O local terá capacidade para coletar dejetos de pelo menos 25 granjas das proximidades, além de resíduos de frigoríficos e industriais locais. 
 
O empreendimento terá capacidade para processar 700 mil litros de resíduos por dia, com uma geração estimada em 6,8 milhões de metros cúbicos de biogás por ano.
 
Em quatro anos, com a possibilidade de implantação de mais quatro usinas, a produção pode chegar a quase 100 mil metros cúbicos de gás natural por dia, o equivalente a mais de 5% do gás distribuído pela SCGás atualmente.
 
A expectativa é que no máximo em um ano e meio a produção seja iniciada. O lugar escolhido para o investimento da iniciativa privada não foi aleatório. A região de São Maurício concentra número recorde de suínos no mundo. 
 
A produção estimada é de 11,6 mil metros cúbicos por dia de biometano. O investimento previsto é de R$ 22 milhões. Outras quatro usinas estão cotadas para serem construídas em Braço do Norte: nas comunidades de Cachoerinha (duas unidades), São José (uma) e Pinheiral (uma).
 
Essas localidades perfazem um raio de coleta que apresenta o melhor custo logístico e aproveitariam mais de 80% de todo o dejeto produzido na região. O gás produzido pelas usinas será comprado pela SCGás e distribuído em Santa Catarina.
 
O consórcio
A Empresa Catarinense de Bioenergia engloba as marcas Engemab Engenharia e Meio Ambiente, F&K Participações, Excelência Engenharia e Sócio Ambiente e TLL. Juntas, formaram com a Biogastec do Brasil uma sociedade de propósito específico que objetiva a implantação de usinas de biogás em território catarinense.