Wagner da Silva
Braço do Norte

O progresso quanto à análise do Estudo e Relatório de Impactos Ambientais (EIA/Rima) para a instalação da Indústria Fosfatados Catarinense (IFC) em Anitápolis pauta hoje uma audiência na assembleia legislativa. A análise é feita pela câmara técnica criada exclusivamente para este fim no Comitê Hidrográfico da Bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar.

Na última semana, os técnicos da IFC apresentaram ao grupo uma cópia do estudo técnico do projeto de exploração de fosfato em Anitápolis. O trabalho de análise do órgão consultivo começou neste ponto, já que a cópia do EIA/Rima, com mais de 3,5 mil páginas, ainda não foi fornecida.

O secretário do comitê, Francisco Beltrame, explica que as informações para avaliar e questionar os técnicos foi obtida pela internet. “Analisamos o estudo apenas sob a ótica da empresa. Teríamos que aprofundar mais, há pessoas a serem ouvidas e com os documentos em mãos vamos procurá-las. Somente depois disso a entidade se manifestará oficialmente”, enfatiza.

Entre os pontos que o comitê quer dispensar maior atenção, estão questões de hidrogeologia, concentração de minerais nos efluentes, infiltração no lençol freático e radioatividade.
O próximo passo da câmara técnica do comitê é visitar o local onde será instalada a mina da IFC, o que deverá ocorrer na sexta-feira da próxima semana.