Decidida em assembleia do Sintermut, paralisação ocorre em março. 

Tubarão

Os profissionais da educação de Tubarão decidiram quinta-feira à noite aderir à greve geral de 15 de março contra a proposta de reforma da Previdência Social, apresentada pelo governo federal. Os trabalhadores também devem incluir na pauta da manifestação a mudança de regime jurídico promovida pelo governo de Joares Ponticelli, que passou os servidores municipais de celetistas para estatutários.

A decisão ocorreu durante a assembleia geral extraordinária convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut). Na paralisação das atividades em março, os servidores irão se reunir às 9 horas em frente à antiga rodoviária, de onde seguirão em passeata até o museu Willy Zumblick, no Centro.

Eles devem aproveitar também para distribuir panfletos à população informando das pautas de reivindicações. De acordo com a presidente do Sintermut, Laura Isabel Guimarães Oppa, a proposta de greve foi aprovada por unanimidade pelos aproximadamente 45 servidores presentes à assembleia.

Durante a reunião de quinta-feira à noite, os trabalhadores analisaram ainda um parecer jurídico que pode servir de jurisprudência na denúncia que o grupo apresentou ao Ministério Público tentando reverter a reforma no regime dos celetistas.

Na sexta-feira, os servidores tiveram uma conversa com o promotor responsável pelo caso. Ele prometeu reler o processo e dar um retorno em até 10 dias. O Sintermut defende que a mudança de celetista para estatutário seja opcional, e não obrigatória como é a partir de agora.