Papai Noel recebe crianças e adultos diariamente no Farol Shopping, em Tubarão. Vale a pena conferir!   - :Fotos: Ápice Comunicação/Farol Shopping/Divulgação/Notisul
Papai Noel recebe crianças e adultos diariamente no Farol Shopping, em Tubarão. Vale a pena conferir! - :Fotos: Ápice Comunicação/Farol Shopping/Divulgação/Notisul

Lysiê Santos
Tubarão

Eles não vêm do Polo Norte. Vivem como pessoas comuns, mas no fim de ano começam a preparar a barba branca e um sorriso cheio de bondade para ouvir os pedidos de centenas de crianças… e adultos também. 

A oportunidade de ser um Papi Noel atrai senhores aposentados e outros mais jovens em busca de renda extra todo fim de ano. O aposentado João Pedro Sosnoski atua na profissão temporária há cerca de cinco anos em São Carlos, São Paulo. Desta vez, o pedreiro decidiu ampliar os horizontes e tem recebido visitantes em sua casa especial localizada no hall do Farol Shopping, em Tubarão. 

Diariamente, o Bom Velhinho encanta centenas de crianças e adultos com o seus olhos azuis, sua roupa quentinha e seu abraço acalentador. Aos 70 anos, enfrenta jornadas de trabalho movimentadas com trajes polares no calor de dezembro, e precisa responde perguntas inusitadas das crianças que fazem fila para anunciar seus pedidos natalinos. “Tem que gostar do que faz e ter muito carinho, amor e paciência. Outro dia perguntei para um menino se ele tinha feito à cartinha, e ele prontamente respondeu: claro, deixei aqui semana passada, você não viu? As crianças são muito espertas”, observa.

Natural do Rio Grande do Sul, João Pedro é casado há 45 anos e tem três filhos. Com as dificuldades financeiras e o mercado competidor de São Paulo, o aposentado revela que a profissão Papai Noel surgiu durante uma ação social quando distribuía balas.

“Sempre gostei de crianças e estava entregando alguns doces quando uma mulher comentou que eu parecia o Papai Noel e que poderia ganhar uma boa renda. Foi então que deixei a barba crescer, e ao colocar a roupa, olhei-me no espelho e enxerguei o Noel”, lembra.

Jesus nos mandou amar a todos
A fantasia que ronda a figura de Papai Noel persiste a vida inteira, ainda que todos os adultos saibam que a figura simpática, e barriguda que se veste de vermelho no dia de Natal está longe de ser realidade. João Pedro explica que o período natalino traz união e esperança entre as pessoas e as crenças precisam ser mantidas. “Natal é momento de acalmar os corações, ter paz e unidade entre as pessoas. Jesus nos mandou amar uns aos outros e esse mandamento deve ser seguido todos os dias, não só no Natal”, destaca. 

Pedidos inusitados são comuns
Centenas de crianças escrevem cartas ao Bom Velhinho com a convicção que serão atendidas, e muitas são as surpresas.
João Pedro já recebeu diversos pedidos inusitados e comoventes. “Todos os dias ouço solicitações diferentes. Já me pediram um milagre, saúde, casa, até um marido. Se eu pudesse atender a todos os desejos seria maravilhoso! No entanto, ajudo como posso dando o máximo de amor e carinho por meio de um abraço e alguns minutos de conversa”, resume.

Para o aposentado, a profissão é gratificante
João Pedro passou pouco tempo pelos bancos escolares. Ele tem o 5° ano do ensino fundamental, porém, ao conversar com os pequenos, a pergunta clássica: “você tirou boas notas na escola?” é sempre feita aos baixinhos como forma de incentivo à educação.
“Não tive a oportunidade de estudar, mas a educação é primordial. E como Papai Noel, sempre pergunto como as crianças estão se comportando no colégio”, conta. Para ele, é gratificante e ao mesmo tempo desafiador desempenhar um papel cultural que mexe com a imaginação das pessoas.


João Pedro recebe centenas de pedidos e dá conselhos às crianças durante o período natalino

Período abre vagas temporárias
A expectativa de 20% a mais de turistas em Santa Catarina pode impulsionar o número de vagas. E a expectativa é de contratação de até 11 mil pessoas entre início de dezembro e fim de março, mesmo número do ano passado, segundo dados da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (CDL).
A explicação é que, apesar do fluxo maior de turistas, os empresários ainda estão preocupados com as oscilações financeiras que marcaram o decorrer do ano. O Natal deve gerar 101 mil vagas de trabalho temporárias no país, uma queda de 3% no número de contratações em comparação ao ano passado, quando foram registradas 105 mil vagas, segundo levantamento da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirização (Fenserhtt).