Em reunião da comissão de greve, ontem, os professores discutiram a pauta da assembleia estadual de hoje  -  Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Em reunião da comissão de greve, ontem, os professores discutiram a pauta da assembleia estadual de hoje - Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Os professores da rede estadual de ensino, em greve há 16 dias, querem retomar as negociações com o governo. Mas o secretário de educação, Eduardo Deschamps, segue com o mesmo posicionamento: não conversará enquanto a categoria estiver parada. 
 
Os novos encaminhamentos do movimento do magistério devem ser definidos hoje. Os professores reúnem-se em mais uma assembleia estadual. “Voltaremos a discutir a proposta do governo e a nossa tabelam aprovada no ano passado, em Lages”, adianta a secretária de organização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Tânia Fogaça.
 
A intenção do Sinte é definir a forma de procurar o governo nesta assembleia. A tentativa da semana passada foi frustrada. Os docentes e fecharam a SC-401 a fim de forçar uma audiência com o governador Raimundo Colombo, o que não ocorreu.
 
Hoje, logo após a assembleia, mais uma manifestação no Centro da capital será feita. Os professores lutam pelo reajuste de 22,22% da lei do piso. Porém, a proposta do governo foi pagar um reajuste de 8% para todos os servidores estaduais. Aos professores seria dado um aumento de 14,22% (a soma dos dois daria os 22,22%), pago de forma parcelada, até dezembro do próximo ano.
 
Servidores do judiciário paralisarão por 24 horas
Outra categoria também realizará uma assembleia estadual hoje. Os servidores públicos do judiciário federal estarão reunidos em frente ao prédio do Tribunal Regional do Trabalho, em Florianópolis. 
Eles pedem que o plano de cargos e salários seja votado na câmara dos deputados. “O documento passou apenas na primeira comissão. Desde 2009 esperamos que passe pela segunda”, reclama o diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Judiciário Federal de Santa Catarina (Sintrajusc), Sérgio Murilo.
 Segundo ele, o plano da categoria está defasado. “Não há uma política de reposição salarial”, expõe o diretor. Outras manifestações também devem ser realizadas. Elas serão decididas no encontro de hoje.
Para a quinta-feira da próxima semana, está agendada uma nova manifestação dos trabalhadores, com possibilidade de paralisação das atividades por 24 horas neste dia.
 
A exemplo do do último dia 25, os servidores públicos do judiciário federal de Santa Catarina realizarão mais um manifesto, com paralisação das atividades por 24 horas na quinta-feira da próxima semana
Foto:Tina Braga/Sintrajusc/Notisul