O professor de bioquímica e biologia celular e molecular da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fábio Aguiar Alves, está testando vacinas contra infecções hospitalares causadas pelas bactérias Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Os testes, com apoio de alunos de graduação e cinco outros pesquisadores, são feitos na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, Estados Unidos.

A Staphylococcus aureus é uma bactéria encontrada frequentemente na pele e nas fossas nasais de pessoas saudáveis, mas que pode provocar desde infecções simples, como acnes e furúnculos, até doenças graves, entre elas pneumonia, meningite, endocardite, infecção generalizada, ou sepse.

Já a Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria oportunista. Ela raramente causa doenças em um sistema imunológico saudável, mas explora eventuais fraquezas do organismo para estabelecer um quadro de infecção. Como apresenta resistência natural a um grande número de antibióticos e antissépticos, é considerada uma importante causa de infecções hospitalares.

O projeto é inédito e, conforme explicou o professor Fábio Aguiar, trará benefícios para a população mundial. “Meu objetivo é levar para o Brasil o aprendizado e tecnologia sobre a metodologia de testes com novas vacinas e drogas. Afinal, grandes indústrias farmacêuticas têm filiais no nosso país e podemos desenvolver excelentes parcerias com a universidade”, afirmou.

Saúde pública

As infecções relacionadas com a assistência à saúde (IRAS) são consideradas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um grave problema de saúde pública, porque apresentam alta morbidade e mortalidade, repercutem diretamente na segurança do paciente e na qualidade dos serviços de saúde, além de elevar os custos de tratamento.

De acordo com o estudo da OMS, a maior prevalência de IRAS ocorre em unidades de terapia intensiva, enfermarias cirúrgicas e alas de ortopedia. O estudo destacou que as infecções de sítio cirúrgico, do trato urinário e do trato respiratório inferior são as que mais ocorrem, principalmente em pacientes que utilizam cateter venoso central.

Foto: Divulgação/Portal Notisul