Bertoldo Weber
Braço do Norte

O ano de 2007 não foi dos melhores para os produtores de suínos do Vale do Braço do Norte. A salvação foi as festas de fim de ano. O aumento na procura pelo produto fez disparar o preço do quilo vivo para produtores independentes: chegou a R$ 3,00.

O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) para a região sul do estado, Adir Engel, relata que todos os anos é normal ocorrer um aquecimento das vendas de carne de porco em dezembro. “Ainda que o valor pago tenha alcançado o pico de R$ 3,00, dezembro do ano passado fechou em R$ 2,70. E acredito que este ano o valor deverá ficar estabilizado neste patamar, mesmo que o consume este mês seja menor”, analisa.

Um dos motivos para o valor ser mantido é que os grandes frigoríficos, em janeiro, preparam o estoque para exportarem em fevereiro. No ano passado, o preço do suíno vivo chegou a R$ 1,40 o quilo. Isto gerou prejuízo de até R$ 1,00 para cada animal vendido. Por conta disso, muitos produtores acumularam altas dívidas.

“Hoje, o suinocultor tem um custo em torno de R$ 2,40 e entrega a produção a R$ 2,70. A maioria consegue manter a atividade e ter um lucro razoável. Mas é preciso que o mercado fique por um bom tempo estabilizado para que os suinocultores voltem a ter lucro real e não apenas o suficiente para manter a produção e pagar as dívidas. É a realidade de hoje”, explana Engel.