Foto: Banco de imagens Notisul

O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems) Daisson Trevisol esteve em Brasília nesta semana para participar de reuniões do Conselho Nacional de Representantes Estaduais (Conares).

Na pauta de discussões, que contou com a participação do Ministro da Saúde Marcelo Queiroga, estavam as ações e políticas públicas da área da Saúde para 2022 e o debate de algumas atividades de final do ano, entre elas a campanha da vacinação contra a Covid-19.

De acordo com Daisson, que atualmente é diretor-presidente da Fundação Municipal de Saúde de Tubarão, nos próximos dias o Ministério da Saúde deve ter informações com relação àqueles que tomaram a primeira dose da vacina Janssen. “Se não tiver liberação da Anvisa provavelmente faremos como dose de reforço a vacina da Pfizer para quem tiver mais de 5 meses tomado a primeira dose. Estamos aguardando um posicionamento do Ministério da Saúde para tomar qualquer atitude.

O presidente do Cosems disse que temas como restrição, circulação, uso de máscaras e outras atividades relacionadas, não foram discutidos pontos específicos. “Se pensarmos na questão de liberação de usos de máscaras em ambientes abertos, como acontece em outros locais, em nível federal não se discute ainda essa possiblidade. Provavelmente nas próximas semanas em Santa Catarina a gente deve discutir algo relacionado a isso e tomar uma atitude específica com relação a essa situação”.

Outra discussão foi a preocupação com o orçamento para o ano que vem para manter os centros de atendimento pós-covid. “Além do financiamento do SuS que está bastante defasado. Temos vários problemas para resolver como cirurgias eletivas que são um gargalo muito grande neste momento. Mas temos que focar nos municípios, na atenção básica e todo atendimento à população neste momento que estamos passando, de pós-covid, com números reduzidos de óbitos e internações hospitalares”

Mesmo assim, Daisson reforçou que o alerta que foi dado durante as discussões é que é os municípios precisam continuar se preocupando com a vacinação. “Só quando atingir 75%  de vacinação de toda população nós poderemos comemorar como um fator que reduz bastante os óbitos de todos aqueles que estão se vacinando. O que tem acontecido é que muitas pessoas têm morrido ou parado no hospital em estado grave  são aquelas que não tomaram a vacina ou não tomaram a segunda dose.”, finaliza.