No Distrito de Pindotiba, a ponte mista cedeu. A secretaria de obras conseguiu garantir a manutenção de uma das pistas.
No Distrito de Pindotiba, a ponte mista cedeu. A secretaria de obras conseguiu garantir a manutenção de uma das pistas.

Zahyra Mattar
Orleans

A situação em Orleans, devido às chuvas de sábado, segue precária. Desde o fim de semana, equipes da prefeitura e da Defesa Civil não conseguem chegar a algumas comunidades do interior, isoladas devido ao fechamento das estradas, seja pela queda de barreiras ou pelo desaparecimento da própria rua.

O levantamento dos estragos aponta uma estimativa superior a R$ 2 milhões em prejuízos. A cifra exata, contudo, será anunciada somente depois que tudo for vistoriado, algo ainda impossível. Em Rio Pinheiros Baixo, por exemplo, o socorro não pode ser enviado a todas as famílias isoladas ainda.

Até o momento, foram catalogadas 24 pontes arrancadas e totalmente destruídas, 12 bueiros e pontilhões estragados parcialmente. Muitas pontes que ficaram em pé estão sem as cabeceiras. Todas as estradas das comunidades de Rio Pinheiros, Serrarias, Rio Belo e Rio das Furnas foram danificadas.

O prefeito Jacinto Redivo (PP), o Tinto, calcula que levará meses até que tudo esteja normalizado. Isto sem contar o tempo que levará para reconstruir pontes e estradas.
A Cooperativa de Eletrificação de São Ludgero (Cegero) já conseguiu restabelecer o sistema de abastecimento em boa parte da área que atende em Orleans, exceto nas comunidades isoladas.

Ontem, as equipes da secretaria de obras da prefeitura continuaram com o trabalho de abertura das estradas. Algumas pontes já estão em fase de reconstrução. “O que podemos fazer agora é tentar remediar. Os dados oficiais da enchente serão concluídos e entregues à Defesa Civil Estadual ainda nesta semana”, antecipa o prefeito Tinto.