Nesta segunda-feira (20), a Tubarão Saneamento informou ao Poder Concedente e Agência Reguladora (AGR) a ocorrência do deslocamento da ‘cunha salina’ no Rio Tubarão, resultante da influência da maré e do período de estiagem que a região Sul de Santa Catarina tem sofrido. Por conta deste cenário, a Prefeitura decretará, nesta quarta-feira (22), situação de emergência.

Como forma de mitigar os efeitos do fenômeno natural, a Concessionária propõe o prolongamento da barreira, que serviu de acesso de caminhões durante a execução da nova ponte em frente à Unisul. Este prolongamento servirá como barreira física no leito do Rio Tubarão, dificultando o avanço da água salobra em direção à captação. A medida já foi submetida aos órgãos ambientais e, se aprovada, pode diminuir o avanço da água salobra, permitindo o retorno deste parâmetro a sua normalidade.

De acordo com o diretor da Tubarão Saneamento, Marcelo Matos, o rio tem, inclusive, apresentado alto percentual de água salobra, sendo que tal característica está diferente do normal, associada à pequena quantidade de chuvas que as áreas de nascente do rio receberam nos últimos meses. “A região está sofrendo com um volume baixo de chuvas, principalmente na região da serra, parte alta da bacia hidrográfica do rio Tubarão. Este volume menor de água doce acaba permitindo que a cunha salina avance, chegando ao nosso município”, ressalta.

A Concessionária reforça que a água tratada, distribuída à população tubaronense, continua dentro dos parâmetros de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. A presença de água salobra em nosso manancial pode ser a causa do desligamento involuntário de equipamentos elétricos, como chuveiros e torneiras, em diversas unidades consumidoras. Apenas na última segunda-feira, a Tubarão Saneamento registrou mais de quarenta atendimentos de usuários com dúvidas ou reportando ocorrências deste porte.

Diante da situação e considerando, sobretudo, ser inviável qualquer interferência nos fatores de causa dos fenômenos tratados anteriormente, “nós da Tubarão Saneamento, após analisadas as possíveis medidas de mitigação, entendemos ser possível, em caráter emergencial, a formação de uma barreira (similar a contenção existente em frente à Unisul) servindo como um reservatório de água doce e que, naturalmente, avançará sobre a barragem superficialmente no leito do Rio Tubarão. A barreira ficará submersa visto o acúmulo de água e também evitará o avanço da água salobra. Desta forma, vamos coletar somente água doce em nossa captação.”, observa Matos.

Importante destacar que a Tubarão Saneamento continuará mantendo os mesmos volumes de captação, para atendimento pleno à população, e envio de água tratada à Capivari de Baixo, pois a intervenção pretendida não interferirá no abastecimento, já que o ponto de captação se encontra a montante. “Os estudos realizados concluem que não haverá efeitos para os locais abaixo, uma vez que, com a elevação do nível do rio, os volumes de água seguirão o curso normal, de modo que não ocasionará qualquer limitação de vazão. Além disso, qualquer intervenção não implicará em supressão de vegetação”, pontua o diretor.

O prefeito Joares Ponticelli, comunicado dos fatos, tomou as providências junto à sua equipe e aguarda os trâmites junto aos órgãos ambientais, almejando que a ideia do reservatório no rio seja aprovada. “Diante dos fatos apontados pela concessionária devemos assinar o decreto de emergência nesta quarta-feira, ao tempo em que já começamos os procedimentos para conseguir as autorizações necessárias para conseguir realizar a barreira paliativa no leito do rio, próximo à Unisul”, enfatizou o prefeito.

Fonte: PMT em conjunto com a Tubarão Saneamento.