Zahyra Mattar
Orleans

Assim como a maioria dos prefeito da Amurel, o de Orleans, Jacinto Redivo (DEM), o Tinto, precisou cortar pessoal para garantir finanças equilibradas este ano. Atualmente, a folha salarial do executivo gira em torno de R$ 1 milhão.
Com a exoneração de 70 servidores comissionados – inclusive os seis secretários – e o remanejamento de outros 20 trabalhadores efetivos que ocupavam cargos de confiança (eles voltam a atuar na função original), a economia estimada é de R$ 170 mil por mês. A projeção orçamentária para este ano é entre R$ 32 milhões e R$ 33 milhões.

Paralelamente a isso, Tinto estuda outras mudanças. Até março, ele deverá apresentar à câmara o projeto de reforma administrativa e a nova composição do executivo. A expectativa é que ele reúna-se ainda nesta semana com os representantes da coligação (DEM, PP e PT) para delinear quais os secretários serão chamados para compor a nova estrutura. “Sem crise financeira e sem problemas climáticos, projetamos um ano menos turbulento, com aumento na arrecadação mais convênios com os governos estadual e federal”, prevê Tinto.

Até que isso ocorra, Tinto já definiu que alguns servidores exonerados agora poderão ser chamados nos próximos dias ou meses, conforme a necessidade da prefeitura. “Alguns entenderam a nossa decisão, outros não. O que realmente queremos é sanar administrativamente a prefeitura para poder colocar nossas metas em prática. Até março, a ordem é muito trabalho, paciência e economia em todos os setores”, determina o prefeito.

Os exonerados

• Servidores comissionados – 64.
• Servidores efetivos em cargos de confiança – 20.
• Secretários exonerados – 6.
Secretário de administração e assistência social: Valter Orbem.
Secretário de obras: Udir Luiz Pavei.
Secretária de saúde: Ângela Bratti.
Secretário de agricultura: Renato Dediasi.
Secretário de fazenda: Admir Ronsoni.
Superintendente da Fundação do Meio Ambiente de Orleans (Famor): Eduardo Bertoncini.