Laguna e Braço do Norte apresentaram ontem os detalhes da situação da prefeitura. Na Cida Juliana, Mauro Candemil assumiu uma dívida estimada em mais de R$ 34 milhões. Na capital do Vale, Beto Kuerten destacou os desafios e investimentos na infraestrutura.

Laguna

A semana tem sido marcada pelas apresentações dos novos gestores que divulgam o balanço dos primeiros 100 dias de governo. Ontem, o prefeito de Laguna, Mauro Candemil (PMDB), afirmou que a intenção não é buscar justificativas para as cobranças, mas explicar que o processo é moroso para prestar contas à população. “Desde que entramos, no dia 2 de janeiro, encontramos uma contabilidade parada desde setembro. Estes primeiros 100 dias foram necessários para tomarmos conhecimento de tudo que está empenhando. Para então negociar, avaliar e tentar colocar a casa em ordem”, afirmou.

Entre diversos itens apresentados, o prefeito fez questão de salientar que tem honrado com as folhas de pagamento dos meses de janeiro, fevereiro e março, como rege a Lei Orgânica Municipal, desembolsando mensalmente em torno de R$ 3 milhões entre salários, descontos legais como os consignados e os impostos.

No entanto, o município ainda possui uma dívida de R$ 34.386.436,16. De acordo com a secretária da Fazenda, Luciana Fernandes Pereira, este valor é muito além do que se esperava. “Pedimos paciência, boa vontade e empenho de todos. Digo todos, porque um dos grandes problemas atuais é que, em função das dívidas deixadas, hoje, a prefeitura não tem crédito na praça. Isto torna mais difícil e mais devagar os processos”, dispara a secretária.

Em Braço do Norte, prefeito destaca ações e desafios
O prefeito Beto Kuerten Marcelino (PSD) apresentou ontem, as principais ações realizadas. Entre elas, a sanção da Lei do Nepotismo, que proíbe a condução de parentes a cargos de confiança, tanto no executivo quanto no legislativo, o atendimento ao público nas manhãs de sexta-feira, o projeto para a construção de uma nova ponte do Rio Pequeno, a Colônia de Férias, reparos e manutenção em ruas e nos 1.200 quilômetros de estradas municipais, reforma e ampliação do estádio Lauro Koch, retomada das obras do ginásio do Alto Travessão, trabalhos administrativos, captação de cerca de R$ 2 milhões em Brasília que serão investidos em pavimentações e custeio da saúde, carnaval da Melhor Idade, pavimentação da rua Expedicionário Luiz Coan, no bairro Lado da União e revitalização do pavilhão de bocha.

O prefeito lembrou ainda da readequação de secretarias e serviços, que gerou economia ao município, da reforma da ponte pênsil, que liga o centro ao Lado da União, das competições esportivas encabeçadas pela CME, do Projeto Camisa 10, palestras para servidores da Educação, encaminhamento para a conclusão, ainda no primeiro semestre, da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), solicitação de projetos de pavimentação de ruas para a Amurel, 1º Seminário do Desenvolvimento Econômico Local (DEL), parceria com a Unisul de Braço do Norte para descontos de 30% para funcionário e dependentes e parceria com Esucri para bolsa atleta, entre tantas outras ações já executadas neste primeiro trimestre e que ainda serão pleiteadas durante a gestão.

Em Imbituba, saldo é de R$ 890 mil
O prefeito de Imbituba apresentou o balanço do seu governo nesta segunda-feira. Ele destaca que o lema da sua gestão é “gerir recursos públicos com eficiência, transparência e responsabilidade, para fazer a diferença na vida das pessoas”. Diferente da maioria dos municípios da região que enfrentam um montante de dívidas herdadas por gestões anteriores, na cidade portuária, o saldo em caixa é de R$ 890 mil. O prefeito destacou as principais ações realizadas no município onde 6894 documentos já foram protocolados.