Wagner da Silva
Braço do Norte

A crise americana afetou o mundo todo. Os bancos cortaram linhas de crédito, os investimentos na indústria recuaram e o preço do dólar teve ligeiro aumento. Com este quadro, o Vale do Braço do Norte também foi afetado, principalmente na suinocultura, já que a região é grande produtora da carne.
Com a ‘quebradeira’ dos grandes bancos mundiais, a carne exportada, com pagamento garantido por estas instituições, retornou ao Brasil. Com isso, na segunda quinzena de outubro, o preço do quilo do suíno, até então tabelado em R$ 3,30, teve queda de 37% e chegou a R$ 2,20. A situação estabilizou, e o valor está em aproximadamente R$ 2,50.

Há alguns dias, o preço teve pequena melhora, e o granjeiro respira mais aliviado. “Os estoques de carne dos países exportadores estão baixos e eles são forçados a comprar. Assim, a nossa carne estocada é novamente comercializada, o que mostra que as exportações já voltam a dar sinais de crescimento”, avalia o presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel. “Os pequenos e médios frigoríficos mantiveram o abate mesmo com o preço em queda, enquanto os grandes, com maior poder, pagavam menos e estocavam de olho no mercado externo”, acrescenta.

Expectativa para festas de fim de ano são boas
Nas festas de fim de ano, a procura pela carne suína deve aumentar, assim como preço deve chegar mais alto ao frigorífico, cerca de R$ 3,00. “Não dá para se ter uma idéia geral, já que o mercado passou a oscilar constantemente, mas acredito que a procura pelo produto vai aumentar, pois os granjeiros não têm mais sobras de suíno terminado. O preço acredito que deva melhorar”, garante o presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Adir Engel.

Porém, por conta de outros fatores, Adir alerta para que a classe tome cuidado. “Por conta do baixo preço e do desestímulo ao plantio do milho, afetará o preço da produção da carne e o mercado poderá ficar ruim a partir de março. Em contrapartida, outros mercados, principalmente na América do Sul, estão sinalizando positivamente para a compra da carne brasileira, o que poderá estabilizar o mercado”, finaliza Adir.