Florianópolis

O governo de Santa Catarina criou um grupo de estudos, nesta terça-feira (31). De acordo com o governador Carlos Moisés, o intuito é encontrar respostas para três questionamentos como: o que deverá voltar a funcionar, quando e de que forma voltará. “Sabemos que as pessoas precisam retomar as suas atividades. Muitos terão o contato com o vírus. Aas nossas medidas visam diminuir a velocidade que os casos ocorrem”, pontua.

Moisés destaca que foi por meio de um grupo de estudos, que um plano de retomada de atividades como bancos e casas lotéricas voltaram ao seu funcionamento. Nesta terça-feira, representantes de entidades empresariais, da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) passaram a fazer parte da equipe de discussão. “Quanto mais tempo demorarmos para retomarmos as atividades, mas achatamos a curva, mas o contato com o vírus é necessário. Precisamos preparar o poder público e privado para darmos as respostas necessárias. O grupo é que vai definir. Temos para hoje é ficar em casa e nos resguardar”, assegura.

Questionado se há casos confirmados dentro do sistema prisional, o governo catarinense afirmou que não, porém contou que há servidores com casos suspeitos. Eles foram afastados e os trabalhadores com mais de 60 anos, alguns casos foram liberados e outros não é possível dispensar. Casos especiais são tratados como especiais.

No boletim divulgado nesta terça-feira, os casos confirmados do novo coronavírus no Estado subiu para 235. Segundo o governo, 22 pessoas infectadas com a doença estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os pacientes confirmados são 118 homens e 117 mulheres. “- É um aumento de 7%, uma curva boa, não é ruim. Tivemos dois óbitos, 0,8% do total de casos detectados”, observa.

O governador afirma que o Estado passará por situações complicadas e existe um grande desafio. A necessidade no momento é de cumprir com os compromissos atuais e cuidar da saúde dos catarinenses. “ A partir de amanhã serão mais sete dias de quarentena. Acredito que tomamos a medida certa na hora certa. Vamos sair dessa e temos que enfrentar essa batalha. Não devemos e não podemos usar esse caso como situação política, temos que salvar vidas. Precisamos deixar de lado interesses políticos. Esse é um momento inadequado para fazer política. O momento é de união, de aprofundarmos o relacionamento e mostrarmos o nosso lado de cooperação”, enfatiza.

O secretário de Estado de Saúde, Helton de Souza Zerferino, destacou que o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), não possui mais estoque de kits para testagem do novo coronavírus. Ele explicou que há previsão que sejam entregues 50 mil testes nesta quarta-feira para o Estado, pelo Ministério da Saúde.