Imbituba

O Porto de Imbituba tem aproveitado o reaquecimento do mercado internacional para ampliar ainda mais o seu portfólio de exportação. Desde a última sexta-feira, 15 mil toneladas de eucaliptos de reflorestamento são embarcadas no navio Zambesi, do tipo break bulk, especializado no transporte de cargas gerais, soltas ou fracionadas. A operação é inédita no Brasil, pois até então o país contava apenas com exportação de madeira por meio de navios porta-contêineres.

A carga foi totalmente produzida em Santa Catarina e tem como destino a província de Fujian, na China. A exportação da empresa MXM Comércio Internacional será utilizada na produção de laminados e compensados. Este é o segundo embarque de toras realizado pelo porto este ano. O primeiro, feito em março, foi uma operação piloto que levou 13 mil toneladas para o continente asiático. Desta vez a carga é estivada no próprio convés e porões do navio, método também inédito no Brasil.

O diretor da Simetria Logística, Antônio Guimarães Neto, responsável pela operação, explica que a empresa trabalha há quase três anos no desenvolvimento desse nicho de mercado. “Havia um interesse muito grande de produtores florestais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul de desenvolver esse tipo de exportação. A demanda do mercado internacional foi aumentando cada vez mais e por isso começamos a nos dedicar forte para entender o funcionamento da operação e buscar, principalmente, a conexão entre produtores florestais e compradores do exterior, a maioria chineses”, destaca.

Segundo o operador portuário, a previsão é de que um novo embarque seja realizado ainda este ano. “Acreditamos que as operações se estabilizarão em Imbituba, pois há ainda muitas oportunidades de negócios na área florestal e madeireira entre Brasil e China. A demanda lá só aumenta. É importante o Estado sair na frente e continuar preparada, porque tem muita coisa boa para ocorrer nos próximos anos”, garante.

Diretor comercial da SCPar Porto de Imbituba, empresa pública que administra o porto, Paulo César Dagostin, acompanhou a operação e afirmou que está satisfeito com as conquistas que a comunidade portuária na cidade tem alcançando nos últimos anos. “Estamos prestes a fechar o ano com a maior movimentação da história do Porto da cidade do Sul catarinense, atraímos novas linhas e novas cargas, como o arroz em casca, os bois vivos e as toras de madeira e continuamos trabalhando para que o porto seja agente de desenvolvimento de Santa Catarina, em especial do Sul do Estado. Este cenário é ao mesmo tempo extremamente positivo e desafiador, pois como porto público administrado por uma empresa pública temos a responsabilidade ainda maior de, passo a passo, transformá-lo em referência de operação, atendimento e gestão”, afirma.