Amanda Menger
Tubarão

O embargo de três obras no Porto de Imbituba poderá ser suspenso a qualquer momento. A administração do porto entrou na justiça com uma liminar para retomar os trabalhos de dragagem, ampliação do cais e retificação dos molhes sul. A paralisação foi uma determinação do Instituto Chico Mendes, por meio de uma representação da APA da Baleia Franca de Imbituba.

A justificativa apresentada no embargo é que as obras não teriam as licenças ambientais. “A notificação que foi apresentada ontem (quinta-feira) não é clara. Em síntese, nós estaríamos fazendo as obras sem o devido licenciamento ambiental, o que não é verdade. Cumprimos rigorosamente com a legislação e é isso que fundamentamos no pedido de liminar”, explica o administrador do porto, Jeziel Pamato de Souza.

No dia 8 de julho, as obras de ampliação do cais já tinham sido suspensas, por uma outra notificação do Instituto Chico Mendes. “Eles pediram que parássemos de usar o bate-estacas e o martelete porque eles provocam ruídos que poderiam prejudicar as baleias franca. Nós prontamente paramos e começamos a discutir com a chefe da APA, Maria Elizabeth de Carvalho, algumas alterações no trabalho para que os animais não fossem afetados. Esse estudo é realizado por um biólogo contratado pelo porto, mas ainda não foi concluído e veio este novo embargo à obra”, diz Jeziel. Só com a paralisação do bate-estacas e do martelete, o prejuízo passa de R$ 1 milhão. “Porque as máquinas foram contratadas e estão lá paradas”, afirma o administrador.

O Notisul entrou em contato com a APA da Baleia Franca, porém, a chefe do escritório está em Brasília. Uma das técnicas da entidade disse que ninguém poderia manifestar-se sobre o assunto.