Tubarão

O drama de um pai que ficou, segundo ele, impedido de ver a filha por um ano e três meses teve fim no último domingo, após a conquista de uma liminar na justiça. “Passei a tarde com minha filha. Depois que minha história foi publicada no jornal, tudo mudou. Até a psicóloga leu a matéria e todos do fórum. Foi ótimo. O caso andou”, conta o homem de 52 anos, morador de Jaguaruna e que vai pedir à justiça para que as visitas sejam mais regulares.

Foi pelo medo de perder o amor da filha de 8 anos que ele teria tomado coragem de realizar um protesto silencioso com uma faixa em frente ao fórum da comarca de Tubarão. Durante o tempo que esteve afastado da menina, ele a vigiava a distância. “Quando minha ex-esposa saiu de casa, ela deixou a minha menina. Entrei com o pedido de guarda provisória e a eduquei por um ano e quatro meses. O Creas foi na minha casa e fizeram de tudo até tirar a criança de mim. Reverteram a guarda para a mãe. Eu poderia vê-la de 15 em 15 dias. Aí ela inventou um monte de coisas e fizeram um laudo sem me consultar para saber se era verdade”, explica.

No fim do mês passado, após uma matéria veiculada no Notisul, o homem conseguiu marcar a primeira visita vigiada, que ocorreu na última quarta-feira. Em comum acordo, ficou combinado que a menina passaria o domingo com o pai. 

Segundo estimativas, na maioria dos casos de guarda unilateral no Brasil, a criança fica com a mãe. Um movimento nacional busca a aprovação de uma nova regra denominada “Lei da Guarda Compartilhada”  – Lei 13.058/14 – o que poderia evitar prejuízos principalmente para a criança.