No ponto em frente ao  Bradesco, na avenida Marcolino Martins   Cabral, as pessoas  aguardam o ônibus ao relento
No ponto em frente ao Bradesco, na avenida Marcolino Martins Cabral, as pessoas aguardam o ônibus ao relento

Karen Novochadlo

Tubarão
 
Faça chuva ou faça sol, os ônibus são o único meio de transporte utilizado por muitos tubaronenses. E alguns deles passam por maus ‘bocados’ até chegar ao destino desejado. Um destes perrengues’ refere-se aos pontos. Isso porque em alguns lugares não existem bancos ou coberturas para protegê-los do mau tempo.
 
O bairro Guarda margem esquerda, por exemplo, carece de abrigos. O comerciante Manoel Gonçalves da Silva lamenta que os seus funcionários tenham que esperar na chuva pela condução. “Temos várias malharias grandes por aqui e muita gente que trabalha depende de ônibus”, relata. 
 
A funcionária pública Jussara Aparecida Larcon, 53 anos, conta que ficou uma hora e meia na chuva na última terça-feira para aguardar o ônibus que a levaria para casa. Por causa da enxurrada, a linha atrasou. O problema é que ponto que ela pega é em frente ao Bradesco, na avenida Marcolino Martins Cabral, no Centro, e no local não existe nem um assento. “Para ir ao trabalho, dependo de ônibus em locais do Centro e no bairro Fábio Silva não temos abrigos suficientes”, queixa-se. 
 
Para a pensionista Leontina Goldinho, 75, deslocar-se ao Centro nos dias de chuva é um dilema. “Preciso ir ao Centro quase todos os dias para me consultar nos médicos e não dá para esperar na chuva”. O sol forte também incomoda se não houver um lugar adequado para esperar.
 
De acordo o engenheiro da secretaria de segurança e trânsito da prefeitura, Rodrigo Vieira Joaquim, novos abrigos serão construídos em breve e outros recuperados. Contudo, ainda não foram definidos os locais. A escolha depende da aprovação da nova de lei de transporte público, que aguarda votação na câmara de vereadores. A lei mudará a forma de concessão das linhas de ônibus e alguns pontos poderão ser alterados.