Zahyra Mattar
Tubarão

Existem pelo menos 12 pontos de Tubarão utilizados para dormir por pessoas que não têm onde morar. Nos últimos anos, a população de rua da cidade cresceu e nenhuma nova política para assistir estes seres humanos foi criada. Não há leis municipais que os amparem. Não há um espaço para os que aceitam tratamento ficarem.
Sob as pontes, em praças e em casas improvisadas nas margens do Rio Tubarão, vários homens, principalmente, dividem o pouco que têm. Ontem, o fotógrafo do Notisul, Cristian Medeiros, flagrou um senhor nas proximidades do Clube 1º de Maio, na avenida Marechal Deodoro, na margem direita.

Ele construiu uma casa junto ao rio. Conforme informações coletas junto a pessoas que residem nas proximidades, ele não é o único a morar na beira-rio. Alguns apontam que o pequeno grupo anteriormente ficava sob a ponte Manoel Alves (do Morrotes). Chegaram a fazer um ‘gato’ de energia elétrica. Ninguém sabe dizer o que houve para terem mudado de lugar.

De bermuda em uma tarde que fez pouco mais de 15° C, tranquilamente ele mexia em algo parecido com isopor debaixo de chuva. Pela imagem, é provável que sobreviva de catar materiais reciclados. Na edição de ontem do Notisul, o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini (PSDB), prometeu que a questão da população de rua será tratada como prioridade no executivo.
Por ora, até onde se sabe, nenhuma medida, ainda que paliativa, foi anunciada. Bertoncini também explicou que no caso do ‘morador’ do museu, novas investidas serão tentadas para convencê-lo a aceitar tratamento.