Florianópolis

Após quase três décadas de interdição, a reabertura da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, ocorreu na manhã desta segunda-feira (30). O cartão-postal de Santa Catarina, que é a mais antiga ligação entre o continente e a Ilha, foi totalmente aberto após a cerimônia que começou por volta das 10h com a presença de um grande público entre moradores, autoridades e turistas.

Enquanto autoridades faziam discursos, as passarelas de pedestres foram aos poucos sendo liberadas. Um dos pontos altos do evento foi o desfile de carros e motos antigos, com a participação do governador, dirigindo um Fusca de 1970.

A ponte foi inaugurada em 13 de maio de 1926. Desde então, passou por duas interdições totais. Somente o projeto de restauração e reabilitação, que foi apresentado em 2005, deverá custar mais de R$ 486 milhões, conforme dados do governo do estado. No entanto, uma investigação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aponta que os gastos foram de R$ 688 milhões, levando em conta o dinheiro usado desde a década de 1980.

A ponte está liberada apenas para pedestres e ciclistas. O tráfego de outros veículos irá começar no dia 13 de janeiro com linhas de transporte público. A programação especial de reabertura da ponte, que inclui shows musicais, exposições e corrida, continua até domingo (5) nas duas cabeceiras da estrutura.

Interdições

A ponte pênsil foi interditada totalmente para veículos e pedestres em 22 de janeiro de 1982 por causa da deterioração de uma das centenas de barras de olhal.

A Ponte Hercílio Luz chegou a ser parcialmente reaberta em 15 de março de 1988, tendo sido liberado o tráfego somente a pedestres, bicicletas, motocicletas e veículos de tração animal.

A medida não durou muito tempo. No dia 4 de julho de 1991, por risco de desabamento ocorreu nova interdição total.

Projeto de reabertura

O projeto de reabilitação foi apresentado pelo Governo do Estado em 2005, prevendo duas etapas: uma de recuperação das rampas de acesso insular e continental e outra do vão central da ponte. Em dezembro do mesmo ano, foi aberto edital de concorrência internacional para a primeira parte da proposta.

Uma CPI da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) apontou que, desde a década de 1980, foram gastos R$ 688 milhões, em valores atualizados, em cerca de 30 contratos e aditivos tanto para manutenção quanto para reforma da ponte. Somente o projeto de restauração e reabilitação deverá custar mais de R$ 486 milhões, conforme dados do governo do estado.

Apesar da reabertura, a restauração completa só tem previsão de ficar pronta no dia 20 de março de 2020. Até lá terá que ser retirada a estrutura provisória anterior e a pintura. Por ora, a prioridade para travessia será para o transporte coletivo, ciclistas e pedestres. O tráfego de veículos na estrutura será liberado aos poucos, com intervalo de aproximadamente 15 dias para permissão de um novo fluxo. Não está prevista, por enquanto, a passagem de veículos particulares e compartilhados.