Tubarão

O acesso para as praias de Jaguaruna e Laguna, pela estrada geral de Congonhas, é precário. A ponte tem a estrutura ruim e deixa dúvidas quanto à segurança. Feita em madeira, o local ficou completamente submerso por mais de duas semanas no temporal registrado no começo deste ano. Paralelamente, a pouca manutenção e o uso da passagem por caminhões piora ainda mais.

Mesmo assim, conforme uma comitiva da prefeitura de Tubarão formada pelas secretarias de segurança e trânsito, desenvolvimento urbano e planejamento, a estrutura é frágil, mas segura para pedestres e veículos de até cinco toneladas e 2,20 metros de altura. Há anos, a passagem de caminhões é proibida. Porém, a regra não é respeitada e isto poderá, hora ou outra, terminar em tragédia.
A solução é a construção de uma ponte de concreto no local. A obra já tem ordem de serviço expedida para a construtora Sul Catarinense, de Biguaçu, desde o ano passado. O estaqueamento chegou a ser feito. Depois disso, a obra foi abandonada. Até mesmo o contêiner da empresa já foi levado do local. O convênio foi firmado entre o estado e a prefeitura de Jaguaruna.

A prefeitura de Tubarão também participa financeiramente da obra. Cabe ao executivo repassar a sua parte à administração municipal de Jaguaruna, já que, na época do convênio, a prefeitura tubaronense não podia receber os recursos do estado por não possuir certidões negativas (comprovante de quitação de impostos e fundos federais e estaduais, como FGTS, INSS e inexistência de débitos com estatais).
A construção da ponte de concreto está orçada em R$ 800 mil. Destes, R$ 500 mil são do estado. O restante (R$ 300 mil) é dividido entre as duas prefeituras. O estado já repassou R$ 200 mil, Tubarão R$ 42 mil e Jaguaruna uma pequena quantia (entre R$ 3 mil a R$ 5 mil) para a empreiteira iniciar a obra.

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) não se pronunciou, ainda, sobre o motivo para a paralisação da obra. Sabe-se que a empresa também fazia a construção de outra ponte em Jaguaruna, na comunidade de Torneiro. O projeto de engenharia, feito pela Amurel, estava errado (a ponte ficou menor que o rio) e a obra também foi parada.