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A Polícia Civil concluiu o auto de apuração de ato infracional aberto para investigar a denúncia de racismo em uma escola estadual de Pedras Grandes. O caso foi encerrado na quinta-feira (25), segundo o delegado Willian Meotti, e será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina e à Justiça nesta sexta (26).

A aluna se mudou de cidade com a família e não quer retornar às aulas presenciais, conforme a advogada de defesa, Alice Reis.

A investigação foi iniciada depois que a mãe da adolescente procurou a delegacia para relatar que a filha teve as tranças do cabelo cortadas por uma colega. O caso foi tratado pela polícia como ato infracional análogo ao crime de injúria racial.

“Nesses procedimentos envolvendo adolescentes, são colhidas as provas e encaminhado ao Judiciário e MP. Não cabe à Polícia Civil apresentar conclusão sobre o fato”, informou Meotti.

A mãe da menina havia procurado a delegacia em 16 de novembro, seis dias após publicar um vídeo com pedido de ajuda nas redes sociais. Na gravação, a mulher relata que a adolescente pediu para tirar todas as tranças do cabelo e que se recusava a voltar para a escola depois de seguidos ataques. O caso ocorreu em 3 de novembro.

“A minha filha usa trancinhas e uma colega cortou as tranças dela. A minha filha virou para trás e perguntou por que ela tinha cortado e a menina falou que quis cortar e que o cabelo da minha filha era de negro e que era ruim”, desabafa em vídeo.

Representante da família da vítima, Alice Reis informou que a estudante faz aulas à distância e que a família, antes morando no Sul catarinense, mudou-se para uma cidade da Grande Florianópolis.

“A família já iria se mudar e, com o ocorrido, acelerou o processo de mudança. Eles mudaram na semana passada e só voltaram para Tubarão para prestar depoimento na delegacia”, explicou.

O que diz a Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado da Educação foi procurada pelo g1 SC e informou através de nota que “está ciente e tomando providências em relação à denúncia de racismo envolvendo estudantes de uma escola da região”, além de repudiar “qualquer conduta discriminatória ou preconceituosa”.

Em nota, também disse que “orienta a coordenadoria regional e a equipe gestora da unidade escolar para que tomem todas as medidas administrativas e pedagógicas cabíveis diante do caso. Também garante todo apoio à vítima e preservação da identidade dos envolvidos”.

Com informações de G1