Wagner da Silva
Grão-Pará

Os avanços da piscicultura nos últimos anos atraíram os olhares de produtores rurais de Grão-Pará. Aos poucos, eles começaram a abrir espaço para a atividade em suas propriedades e, com isso, conseguiram chamar a atenção da prefeitura, que passou a investir ainda mais neste ramo de atividade.

No ano passado, o município comercializou mais de 100 toneladas de pescado. Para 2010, a expectativa é ainda melhor. Com o mercado favorável, hoje o quilo do peixe produzido em Grão-Pará é vendido a R$ 2,80. “Este aumento no valor tornou a atividade mais atrativa e rentável que a produção de suínos, por exemplo, hoje com preço de R$ 2,20 o quilo”, compara o presidente da Associação de Piscicultores do município, Pedro Aristides Pereira.

Com uma produção média de oito mil quilos de peixe por hectare, outro ponto que fez os produtores apostarem forte na piscicultura é o fato de que o custo de produção não chega a 30% do valor, enquanto a suinocultura trabalha praticamente com prejuízo. “Em breve, a piscicultura poderá tornar-se a principal atividade econômica dentro do município”, estima o secretário de agricultura e meio ambiente da prefeitura de Grão-Pará, Antonio Renato Miranda Ghisi.

Município investirá mais na atividade

Somente neste ano, Grão-Pará triplicou a produção de peixes: passou de 70 mil quilos por mês para mais de 230 mil quilos. Este aumento é referente apenas às 50 pequenas propriedades integrantes da Associação de Piscicultores do município.
Para chegar neste resultado tão expressivo, o grande caminho foi trilhado, já que, por ser uma cultura nova, muitos produtores tinham receio em investir. Como forma de auxílio e incentivo, a prefeitura disponibilizou o agrônomo Gilson Bressan para efetuar o acompanhamento da produção.

O serviço é totalmente gratuito, mesmo porque a administração ganha seu benefício em forma de impostos, já que toda a venda da produção é feita com nota fiscal. Para o próximo ano, a prefeitura já traçou planos para incentivar ainda mais a produção.
Uma das metas é adquirir equipamentos. “A associação é organizada e participativa. A prefeitura também apostará na atividade junto com os produtores. É o mínimo que podemos fazer”, valoriza o secretário de agricultura e meio ambiente, Antonio Renato Miranda Ghisi.

Para ele, em breve, a piscicultura poderá tornar-se a principal atividade econômica dentro do município. “As famílias rurais merecem uma renda melhor. E acredito que a produção de pescado veio justamente para isso. Por isso, também vamos incentivar e ajudar na diversificação da atividade. A família rural merece este investimento”, anuncia Renato.