Jailson Vieira

Tubarão

Keila Ribeiro da Silva, de Tubarão, sempre sonhou ser mãe. E, aos 33 anos, está em sua terceira gestação. Apesar de ser a terceira vez que ela tem a notícia de que espera um bebê, das outras duas vezes as gestações foram mais tranquilas.

Há pouco mais de quatro anos, por causa de fortes dores na região da cabeça, ela foi diagnosticada com trombose cerebral. “A Keila foi algumas vezes para o hospital e com tanta dor e pediu para que o médico realizasse a sua internação. Esses sintomas eram tratados como uma enxaqueca, até que nesse dia foi descoberto após exames que ela tinha trombose cerebral. Nesse período, tratou-se e, há alguns meses, descobriu a gravidez”, conta a irmã, Cleo Ribeiro da Silva.

Devido à gestação, Keila teve que parar com o tratamento médico e, com isso, surgiu a preocupação de não conseguir levar adiante o desenvolvimento do bebê. No entanto, para que a gestação possa chegar até o sétimo mês, que ocorrerá em novembro, a mulher precisa de injeções diárias na região da barriga – que leva o nome de ‘picadinhas de amor’ – porém, os custos das do remédio é muito elevado para a paciente e sua família, uma vez que ela está desempregada e o marido trabalha em uma lavação de carros. O casal mora de aluguel.

“Além dessas injeções, no valor de R$ 140 por dia, a gestante precisa passar por um hematologista e um cardiologista fetal para saber como está a saúde de mãe e filha. A última vez que passou pela médica ginecologista não deu para escutar direito o coração da bebê, estava muito ‘fraquinho’. Perdi uma filha com câncer, no ano passado, e não quero perder a minha irmã e a minha sobrinha. Estamos correndo contra o tempo”, detalha Cleo.

A irmã ainda conta que Keila deverá realizar o pedido das injeções para a prefeitura. “Não temos como arcar com os custos, tudo é pago. Só não é se ela for internada, mas acreditamos que não há necessidade, por enquanto. Se a Keila tiver uma hemorragia, não volta mais. Estamos colocando tudo nas mãos de Deus”, finaliza.

A grosso modo, a trombose surge quando um coágulo se forma dentro de uma veia ou artéria, o que dificulta a circulação. Na gestação, em casos extremos, pode levar ao comprometimento da placenta, com altos riscos para o bebê, ou à embolia pulmonar, um quadro respiratório grave, quando o coágulo se desprende e acaba parando em uma artéria, impedindo o fluxo de sangue para o pulmão.

Para quem pretende ajudar a gestante e a bebê, basta depositar qualquer quantia na agência 0425, operação 013, na conta 00172195-2, em nome de Cleo Ribeiro da Silva.