A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (3) o mandado de prisão preventiva contra o blogueiro Wellington Macedo de Souza, expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação, de acordo com a Polícia Federa (PF), é de que a medida, cumprida em Brasília, tem o objetivo de aprofundar investigações em curso nos autos de inquérito que tramita na Corte.

Macedo é um dos alvos do inquérito aberto a pedido da subprocuradora Lindôra Araújo, cerca de duas semanas atrás, para investigar a organização de atos no 7 de Setembro. O blogueiro já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão, autorizado pelo STF, no mês agosto, ao lado do cantor Sérgio Reis, do deputado federal bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ) e outras oito pessoas.

 

Inquérito sobre atos em 7 de setembro

A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF, há duas semanas, a abertura de inquérito contra o cantor Sérgio Reis, o deputado federal Otoni de Paula, o caminhoneiro Zé Trovão e mais sete pessoas. Entre elas empresários do agronegócio, classificando como um “levante” os “atos violentos de protesto” que o grupo quer convocar para a véspera do feriado de 7 de setembro.

O advogado Levi Andrade, que representa o caminhoneiro Zé Trovão, disse que o blogueiro Macedo foi preso porque não compareceu a um ato do processo. Segundo Andrade, que acompanha o processo, Macedo deve deixar a prisão em breve. O pedido, assinado pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, embasou a decisão feita pelo ministro Alexandre de Moraes.

No documento, Moraes afirmou que os investigados “pretendem utilizar-se abusivamente dos direitos de reunião, greve e liberdade de expressão, para atentar contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições”, “inclusive atuando com ameaça de agressões físicas.

Para o ministro do STF, garantias fundamentais, como o direito de reunião, o de greve e o de liberdade de expressão, “não podem ser utilizados como um verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas e criminosas”.

Ele determinou ainda a instauração de inquérito contra os investigados, a restrição de aproximação de um quilômetro de raio da Praça dos Três Poderes, dos ministros do STF e dos senadores – essa restrição somente não se aplica ao deputado federal em razão da necessidade do exercício de suas atividades -, a expedição de ofício às empresas responsáveis por redes sociais para que bloqueiem os perfis de titularidade dos envolvidos, e a proibição de se comunicarem entre si e de participarem de eventos em ruas e monumentos no Distrito Federal.

Em discurso ontem, o presidente do STF, o ministro Luiz Fux, afirmou que a Corte estará vigilante durante o feriado do Dia da Independência e que a “liberdade de expressão não abrange violência e ameaça”.

 

Fonte: Uol

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