Entregar à população serviços de Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura e, ao mesmo tempo, controlar os gastos e promover o desenvolvimento econômico em todas as regiões. O modelo de gestão do Governo de Santa Catarina se destacou como o mais eficiente entre os estados brasileiros. 

A mais recente conquista do estado catarinense no cenário nacional é resultado de um amplo esforço no controle das contas e na modernização de processos em diversos setores governamentais. O ranking foi medido por uma ferramenta inédita lançada pela Folha de São Paulo e o Datafolha, formando o REE-F (Ranking de Eficiência dos Estados – Folha).

“Reduzir a máquina pública e garantir o controle absoluto dos gastos têm sido a nossa prioridade nos últimos meses. Dessa forma conseguimos promover investimentos nos setores prioritários do Governo e os resultados aparecem: redução dos índices de criminalidade e melhor atendimento na área da Saúde, entre outros setores” destaca o governador Eduardo Pinho Moreira.

O levantamento considera 17 variáveis agrupadas em seis componentes (além de educação, saúde e finanças, entram segurança pública, infraestrutura e receita per capita), para calcular a eficiência na gestão dos 26 estados e detalha ainda a situação das finanças de cada um deles.

Numa escala de zero a um, Santa Catarina pontuou 0,635 e lidera o ranking como o estado mais eficiente do Brasil, seguido por São Paulo, Paraná, Pernambuco e Espírito Santo. De acordo com os dados, outros seis estados mostram “alguma eficiência” no uso de seus recursos e os demais 15 podem ser considerados “pouco eficientes” ou “ineficientes”.

O objetivo do REE-F é quantificar o cumprimento, pelos governos estaduais, de funções básicas e previstas em lei segundo seus recursos financeiros. Aparecem mais bem posicionados os estados que gastam menos, por exemplo, para ter mais jovens na escola, médicos e leitos em hospitais, redes de água e esgoto, melhores rodovias e menores índices de violência.

Entre os indicadores que ajudaram a puxar a pontuação para cima, está o perfil da atividade econômica, onde aqueles que ampliaram sua base industrial e de serviços na composição do PIB (Produto Interno Bruto), com impacto positivo na arrecadação de impostos, tendem a ser mais eficientes. O modelo de desenvolvimento econômico de SC, demograficamente dinâmico e equilibrado, com atividades vocacionadas nas mais diferentes regiões marcou pontos a favor para Santa Catarina.

Além de mostrar correlação com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU, o REE-F revela que altas taxas de mortalidade infantil e homicídios são os sinais mais fortes da ineficiência de um estado. Santa Catarina está entre os estados com a menor taxa de mortalidade infantil e no primeiro semestre deste ano reduziu os índices mais significativos de violência.

O trabalho traz ainda um amplo panorama das dificuldades dos estados, com a queda na receita e investimentos na crise econômica, e a explosão das despesas com o aumento do funcionalismo ativo e inativo.