A área onde se instalará o terminal privativo fica ao lado do cais 3 do Porto de Imbituba. Pescadores, moradores e veranistas não querem sair da área
A área onde se instalará o terminal privativo fica ao lado do cais 3 do Porto de Imbituba. Pescadores, moradores e veranistas não querem sair da área

 

Karen Novochadlo
Imbituba
 
A construção de um terminal privativo ao lado do Porto de Imbituba está com o cronograma atrasado. O principal problema é que pescadores, moradores e veranistas recusam-se a sair do local, onde estão instaladas 165 edificações, entre casas e ranchos de pesca. 
O terreno em questão é uma área de marinha, cedida pela União para o grupo Imbituba Empreendimentos e Participações (IEP), composto por empresas paulistas interessadas em investir na área. De acordo com o supervisor administrativo da IEP, Rodrigo Maurício Francisco, o grupo negociou com as famílias indenizações para as residências instaladas e a construção de novos galpões em uma área próxima. 
Dos 86 edificações de pescadores, apenas oito aceitaram. A IEP passou a acionar a justiça para resolver a situação, visto que eles estão em uma área cedida ao grupo. Alguns dos pescadores tinham autorização da antiga administradora da área, a Cia. Docas, para ocupar o local, que expirou quando mudou a administração. Contudo, segundo ele, a maioria ocupa o local de forma irregular. 
A IEP tem uma autorização da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac) para a construção e o início das operações no local dentro de dois anos, que encerra em março de 2013.