Carolina Carradore
Gravatal

A cidade de Gravatal parou nesta sexta-feira para dar o último adeus ao ex-prefeito Lídio Bez (PP). O empresário, político e pecuarista morreu na manhã de ontem na UTI do Hospital e Maternidade Socimed, em Tubarão. O seu corpo foi velado na igreja São Sebastião e enterrado no fim da tarde, no Cemitério Municipal de Gravatal.
Aos 76 anos, Lídio lutava pela vida desde setembro do ano passado, época em que foi internado para a retirada de nódulo no pescoço. Passou por diversas cirurgias no intestino. Foram três meses e 20 dias de internação na Socimed.

No velório, parentes e amigos despediram-se de uma das principais lideranças da história de Gravatal. “É um irmão que tenho muita estima e vai me fazer muita falta. Que ele descanse em paz e com tranquilidade”, desejava, emocionado, o irmão mais velho de Lídio, Lírio Bez. O deputado federal Edinho Bez (PMDB) também prestou a sua homenagem ao primo. “Reconhecemos a liderança atuante em diversas instituições da cidade e sua força política. Era uma pessoa sempre voltada ao trabalho e vai fazer muita falta”, destaca o deputado. O diretor executivo da Amurel, Jorge Leonardo Nesi, o Nardo, sobrinho de Lídio, também manifestou a perda: “Ele contribuiu para a história de Gravatal. É uma perda lastimável”.

Uma história de luta

Lídio Bez nasceu na comunidade de Caruru, em Tubarão. Aos 10 anos, mudou-se para Gravatal com os pais e mais sete irmãos. Na década de 80, foi prefeito da cidade por seis anos e teve passagens pela câmara de vereadores.
Dono de uma olaria, o empresário engajou-se na sociedade e foi um dos fundadores da Cooperativa de Eletricidade de Gravatal (Cergral), em 1960. Participou também como presidente do Clube 7 de Setembro, liderou clubes na localidade de Pouso Alto, além de outras instituições da cidade. Lídio deixou mulher, dois filhos e quatro netos.