Zahyra Mattar
Tubarão

O que era para ser uma caminhada rotineira pelo centro da cidade, por pouco não transformou-se em uma tragédia para o professor Luiz Duarte, morador do bairro Dehon, em Tubarão. Quando passava pela avenida Marcolino Martins Cabral, na altura do Museu Willy Zumblick, oito cães o atacaram.

A maioria animais de grande porte. Luiz conseguiu defender-se com chutes, mas ainda assim saiu com arranhões na perna. “E se fosse uma criança? E se eu não tivesse visto eles vindo para cima de mim? Poderia ter sido muito pior. É preciso tomar uma providência”, alerta o professor.

Sem a efetivação do Centro de Controle de Zoonoses, o Canil, situações como esta são fáceis de multiplicarem-se e difíceis de resolver. Contudo, garante o secretário de saúde da prefeitura de Tubarão, Roger Augusto Vieira e Silva, o ataque ao professor Luiz não ficará sem solução.

Nesta semana, ele e demais membros da equipe responsável pela implantação do Centro de Zoonoses irão reunir-se para adotar medidas, mesmo que paliativas, para que o fato não se repita.

“Não há estrutura no município para colocar mais cães. As baias construídas até agora já estão com a capacidade no limite. Mas como se trata de cães de grande porte, vamos ver como e o quê faremos”, promete.

A licitação para a efetivação da segunda e terceira fases do Centro de Zoonoses deverá ser lançada em breve. A obra, antecipa Roger, deverá iniciar no próximo ano. O executivo reservou R$ 250 mil no orçamento de 2011 para efetivar o local. Estas duas últimas fases referem-se ao restante da estrutura para atender cães, gatos e animais de grande porte.

O Centro de Controle de Zoonoses
• O projeto físico existe desde março do ano passado. Mas havia necessidade de readequar a parte estrutural ao local onde o centro será edificado, anexo ao horto municipal, no bairro Monte Castelo.

• Hoje, há oito baias no local. Juntas, abrigam 50 cães. A segunda e terceira fases para a efetivação do centro compreende o aumento no número de baias para cães, a construção de um gatio e um espaço para animais de grande porte, como cavalos e bois.

• Além disso, será edificada a parte administrativa, na qual é prevista a construção da sala de procedimentos, recepção, consultórios, sala de cirurgia e eutanásia (o recurso será utilizado apenas em último caso, ou seja, quando o animal está com alguma doença em fase terminal).

Convênio
Na última semana, a manutenção do convênio com a ONG Movimenta-Cão foi encaminhado. Uma resposta deverá sair nos próximos dias. A entidade voluntária também não tem estrutura para auxiliar em situações como a retirada de cães de grande porte das ruas. O trabalho está voltado a auxiliar cinco cuidadores. Com o novo convênio, o grupo quer estender a assistência também aos cães de rua e do horto, especialmente quanto a cirurgias de castração.