Palhoça

Os motoristas que trafegam na BR-101, no trecho de Palhoça, na Grande Florianópolis, devem ficar atentos neste sábado. A prefeitura do município e a comunidade pretendem fechar a rodovia no quilômetro 221, das 10 às 12 horas, em protesto à cobrança de pedágio.

A manifestação ocorrerá próximo à praça de pedágio, em operação desde quarta-feira. O movimento, organizado pelo prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), pretende reunir cerca de cinco mil pessoas. O próprio chefe do executivo participaria do protesto.
Porém, na tarde desta sexta-feira, ele foi judicialmente impedido de engrossar o movimento. A juíza Cintia Werlang, da 2ª Vara Cível da comarca de Palhoça, acatou um pedido de liminar feito pela concessionária da rodovia, a Autopista Litoral Sul.

Segundo o Interdito Proibitivo, outros dois líderes comunitários também estão impedidos de participar do manifesto. Em nota, nesta sexta-feira, Ronério confirmou que o protesto está mantido. “As associações de bairro estão organizadas contra este pedágio da indecência. Não existe nenhum pedágio do mundo, que eu conheça, em que as pistas não estejam duplicadas”, ataca o prefeito.

Paralelamente ao movimento em Palhoça, os municípios do sul catarinense também pressionam para que os moradores sejam isentos da taxa. A Associação Empresarial de Tubarão (Acit) formulou um ofício endereçado aos deputados estaduais onde solicita a aprovação da emenda do deputado Joares Ponticelli (PP), que pede isenção das cidades do sul.

No documento, o presidente da entidade tubaronense, Eduardo Nunes Silvério, que fala em nome de outras 17 associações empresariais da região, reforça que a cobrança não se justifica neste momento, principalmente em função da não conclusão das obras de duplicação do trecho sul da BR-101 e das atuais más condições de trafegabilidade.