Trabalhadores da Prosegur e da Brinks estão de braços cruzados desde a manhã de segunda-feira. Greve já reflete no abastecimento de caixas eletrônicos, bancos e outros estabelecimentos comerciais.
Trabalhadores da Prosegur e da Brinks estão de braços cruzados desde a manhã de segunda-feira. Greve já reflete no abastecimento de caixas eletrônicos, bancos e outros estabelecimentos comerciais.

Tubarão

Os trabalhadores em transporte de valores de Santa Catarina continuam a greve por tempo indeterminado. A fim de intermediar as partes, o Tribunal Regional do trabalho da capital convocou uma audiência, hoje, às 15 horas, para tentar uma conciliação.

Em algumas cidades, os dois dias de greve já foram suficientes para fazer com que faltasse dinheiro em bancos, estabelecimentos comerciais que movimentam grandes quantias e caixas eletrônicos.

A categoria reivindica melhores salários e o fim da compensação de horas trabalhadas. Em Tubarão, a única empresa de transportes é a Prosegur, na qual atuam cerca de 50 trabalhadores. A paralisação é de 100% na Cidade Azul.

O Sindicato dos Trabalhadores em Carro Forte, Guarda, Transporte de Valores e Escolta Armada de Santa Catarina (Sintravasc) pleiteia aumento de 10% e a elevação do vale-alimentação de R$ 379,00 para R$ 478,00.

Antes de entrar em greve, as empresas do setor, representadas por Prosegur e Brinks, ofereceram 7,5% a mais no salário e uma redução da compensação para 20%, o que foi recusado pelos trabalhadores.

Caso não haja acordo na audiência de hoje, a categoria já decidiu, em assembleia, que permanecerá mobilizada e com os braços cruzados em todo o estado. Além de Tubarão, trabalhadores nas cidades de Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Blumenau, Joinville, Lages, Joaçaba e Chapecó também estão em greve.