Os dias de quarentena que, para muitos, foram iniciados oficialmente nesta quinta-feira (19/3) são de atenção redobrada à integridade física de todos, porém, a saúde emocional não pode ser deixada de lado. Neste momento, conforme a psicóloga, professora e coordenadora-adjunta do curso de Psicologia da Unesc, Graziela Amboni, é preciso que as pessoas tenham paciência, confiança nas equipes médicas e estejam dispostas a se reinventar.

Com o decreto de fechamento de todos os estabelecimentos que são considerados não essenciais, famílias inteiras estão reunidas em casa para os dias de resguardo. A orientação da profissional para a nova rotina criada nas residências é de que criem atividades para cada dia. “Tudo isso para manter a calma. Aqueles que são acostumados a fazer atividade física, por exemplo, podem montar um espacinho para isso em casa, assim como podemos criar um espaço para leitura, nos reinventar. Esse é o momento para isso”, salienta.

Para as crianças, de acordo com a psicóloga, a orientação segue a mesma linha. “Vamos criar tabelas, momentos com as crianças. Podemos propor um horário para leitura, outro para brincadeira, sem que sejam apenas atividades eletrônicas, vamos montar jogos. As circunstâncias nos obrigam a nos reinventar e não nos desesperar. É possível fazer isso de maneira saudável”, acrescenta.

Apesar das incertezas que o momento mundial propõe, conforme Graziela, é importante ajudar uns aos outros contra o pânico. “O desespero nos cega e assim parece ser impossível se reinventar”, alerta.

Na noite de quarta-feira (18/3) a página oficial no Instagram da Unesc transmitiu ao vivo uma entrevista com o psicólogo da Universidade João André Rodrigues também sobre a temática. João compartilhou outras dicas de como se comportar nos dias de quarentena e ensinou, inclusive, uma técnica que pode ajudar no relaxamento.