El papa Francisco saluda a una multitud que le esperó durante horas para saludarle a su llegada en el Hospital de San Luis en Bangkok, Tailandia, el jueves 21 de noviembre de 2019. (AP Foto/Manish Swarup)

Em um filme que entrou em cartaz hoje (21) na Itália, o Papa Francisco afirma que os homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil. Foi a forma mais clara que já usou para falar de direitos dos LGBTIs.

Segundo o pontífice, as pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família. “Elas são filhas de Deus e têm direito. Ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por esse motivo”, diz no documentário “Francesco”.

A fala do papa surge na metade do filme. Ele discorre sobre temas com os quais se importa, como o ambiente, pobreza, migração, desigualdade racial e de renda e pessoas mais afetadas por discriminação.

O Papa Francisco já demonstrou ter interesse em dialogar com católicos LGBTIs, mas geralmente suas mensagens são em acolher esses fiéis. Ele já deu sinais claros que poderiam ser interpretados como uma opinião favorável à união civil.

Documentário
O filme estreou no Festival de Roma nesta quarta-feira (21) e no domingo (25) deverá passar nos EUA pela primeira vez durante o Savannah Film Festival. A obra fala de temas como a pandemia, racismo, abuso sexual e questões geopolíticas, como a guerra na Síria e na Ucrânia.

O documentário mostra um italiano gay que vive em Roma. Ele tem três filhos, e conta que uma vez escreveu ao Papa e pediu para enviar suas crianças à paróquia, mas que tinha receio de serem discriminadas.

O homem afirma que o Papa o incentivou a mandar os filhos à Igreja e nunca disse qual era a sua opinião sobre a família formada por pais gays e que, apesar de a doutrina não ter se alterado, a maneira de lidar com o tema mudou radicalmente.
Fonte: G1/Edição Notisul/Foto: AP Foto/Manish Swarup

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