Até a noite desta terça-feira, pelo menos 16 cidades catarinenses tornaram o uso da proteção individual facultativo. Entre elas estão Braço do Norte, Armazém e São Ludgero - Foto: Ricardo Wolffenbuttel | Governo deSanta Catarina

O Ministério Público de Santa Catarina ainda aguarda a resposta oficial da Secretaria de Estado da Saúde (SES) após a requisição de informações por conta da liberação do uso de máscara para crianças de até 12 anos em Santa Catarina. Entre os questionamentos estão a motivação para a liberação do uso de máscara e se o Estado estará preparado para aumentar a oferta de leitos de internação, se houver crescimento no número de infectados. Paralelamente, o decreto do Governo do Estado abriu um precedente para que diversas cidades seguissem o mesmo caminho e tornassem o uso da máscara facultativo para todos os públicos e todos os ambientes, sejam eles abertos ou fechados. Até a noite desta terça-feira (8), pelo menos 16 cidades haviam anunciado que o item de proteção individual pode ser usado, ou não, conforme a vontade de cada cidade. Na região, três municípios também seguiram a ‘onda do facultativo’. Todos assinaram decretos nesta terça-feira (8).

Em Armazém, o prefeito Luiz Paulo Rodrigues Mendes diz que considerou a medida porque há uma queda vertiginosa de casos de covid-19 na cidade. “Além disso, o mapa de risco da microrregião da Amurel estanho nível moderado”, justifica. Em São Ludgero, o prefeito Iba Lembeck seguiu o mesmo caminho e também tornou o uso da máscara facultativo em locais abertos e fechados. Contudo, a proteção individual continuará obrigatória para as pessoas que trabalham ou utilizam os serviços da Unidade Sanitária Central de Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (USBs) e no Centro de Triagem Coronavírus, que seguirá aberto. “São Ludgero já imunizou, até o momento, 94,87% da população vacinável com a primeira dose e 85,27% do público com a segunda. Diante disso adotaremos a flexibilização, mas continuaremos vigilantes”, destaca Iba.

Em Braço do Norte, o prefeito Beto Kuerten Marcelino também seguiu o mesmo caminho das cidades vizinhas. Segundo ele, há uma considerável redução de casos no município e, além disso, a imunização já foi feita num percentual grande da população. “A retomada das atividades econômicas também pesou para a nossa decisão. Porém, no caso de uma nova onda de infecção, iremos revogar a medida”, antecipa Beto. Em todas as três cidades, vale destacar, o uso de máscara continua a ser obrigatório para pessoas que se encontram infectadas ou com suspeitas de contaminação pelo coronavírus e também para acessar serviços públicos ou privados de saúde, como farmácias, laboratórios, hospitais e unidades de saúde, por exemplo.

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