Letícia Zanetta
Tubarão

Consultar um urologista é necessário em várias ocasiões durante a vida, não somente após os 50 anos, quando a andropausa e outros problemas comuns relacionados ao envelhecimento começam a rondar o homem. Ainda na infância, o urologista atende por encaminhamento pacientes pediátricos com moléstias urogenitais. A criptorquidia, a fimose, a hidrocele e a torção do testículo são as causas mais comuns de atendimento urológico na infância.

De acordo com o especialista em urologia Sandro Polidoro Berni Brum, de Tubarão, na adolescência, o acompanhamento urológico também se faz necessário, principalmente quando o garoto entra na puberdade, antes de iniciar a vida sexual e depois que ele a iniciou. “Quando o adolescente percebe as alterações hormonais, é importante que seja realizada uma consulta para esclarecimento de dúvidas. Esta consulta não necessita ser rotineira, mas é necessária”, destaca.

Um dos objetivos do acompanhamento urológico durante a adolescência é preservar a capacidade reprodutiva do jovem.
O problema é que não é tão simples assim. Para uma mãe convencer o filho a ir ao urologista é uma tarefa árdua. Diferente das meninas, que freqüentam o ginecologista sem maiores traumas, os meninos não possuem este hábito.

A assessora de eventos Suzana Zin Brillinger, por exemplo, é mãe de gêmeos de 15 anos. Ela explica que os meninos desta idade pensam que sabem tudo e que seria muito difícil eles aceitarem ir ao urologista. “Os meninos não são de falar muito sobre sexualidade. São mais reservados. Acredito que, com um profissional, eles iriam saber muito mais do que aprendem por aí, mas eles não aceitam”, ressalta.

Um certo pré-conceito ronda a cabeça dos adolescente na hora de ter esta decisão. O machismo também pesa aqui. Para quebrar a resistência natural do adolescente, é legal que a mãe marque uma consulta e faça apenas a primeira etapa dela. “Assim como as meninas, os garotos têm o direito de primeiro conhecer o médico, para depois se deixar examinar”, defende o urologista.