Davi, recuperado e já fora do hospital, com o pai, o vigilante patrimonial Cleber Ribeiro Cavassani de Araujo  -  Foto:Rafael Andrade/Notisul
Davi, recuperado e já fora do hospital, com o pai, o vigilante patrimonial Cleber Ribeiro Cavassani de Araujo - Foto:Rafael Andrade/Notisul

Rafael Andrade
Tubarão

O sentimento solidário externado por dezenas de pessoas de vários municípios da região, inclusive de Urussanga, resultou em mais um sorriso puro, mesmo que ainda tímido, de um bebê de apenas 4 meses de vida, o tubaronense Davi Borba de Araujo.

Ele e o pai, o vigilante patrimonial Cleber Ribeiro Cavassani de Araujo, estiveram na Redação do Notisul, nesta semana, com um só propósito: agradecer. O motivo do reconhecimento é porque a criança, que ainda luta pela direito à vida, tem intolerância gravíssima à proteína do leite, diagnosticado há cerca de dois meses pelo corpo pediátrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC).

O Notisul publicou, na edição do último dia 23 de julho, uma matéria sobre as dificuldades dos pais em comprar o leite especial. O custo total por mês somava R$ 2.508,00, bem além do orçamento da família. Desesperado, Cleber procurou o jornal para implorar ajuda para o filho. “Poucos minutos depois da publicação, recebi diversas ligações e mensagens. Até um grupo de Urussanga nos ajudou. Com muita humildade, a qual sempre tive, agradeço o apoio dos tubaronenses e moradores de outras cidades que nos procuraram. Agora, o Davi está com bom estoque de leite, mas, claro, será preciso mais”, observa Cleber. 

Por isso, o direito à saúde, previsto entre os artigos 196 e 200 da Constituição Federal, está cada vez mais presente nos tribunais brasileiros. E o judiciário de Tubarão, por meio da Defensoria Pública, segundo o pai, já foi contatado. A ação que tramita é para que o Estado, mediante suas obrigações constitucionais, garanta a Davi o alimento. Ele nasceu no último dia 25 de abril com 3,3 quilos, e vinha perdendo peso devido a uma série de complicações de saúde. Teve estenose hipertrófica pilórica, e precisou de uma cirurgia para resolver a enfermidade. Davi ainda teve anemia e alergias múltiplas, principalmente após a amamentação. Já teve alta e, dia a dia, cria sua qualidade de vida, muito graças a você, leitor!

Constituição Federal
O artigo 196 detalha que a saúde é um direito de todos e é dever do Estado garantir políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos. Para quem ainda pretende ajudar Davi, o contato do pai – Cleber – é: (48) 9663-7375 (WhatsApp).

O que é alergia à proteína do leite?
É o resultado de uma reação exagerada do sistema imunitário ao contato com essas proteínas, que o organismo reconhece como “estranhas”. É a alergia alimentar mais frequente no primeiro ano de vida e pode manifestar-se de diversas maneiras, como: má evolução de peso, manchas na pele, sangue nas fezes, diarreia persistente ou mal-estar após as mamadas. Geralmente, surge após contato do bebê com um leite diferente do materno, embora, em casos raros, possa também ter exclusividade com a amamentação do peito. É uma situação transitória, na maioria dos casos, pois mais de 80% das crianças ficam curadas nos primeiros 5 anos.