Tubarão

Um cão saudável e protegido em uma casa pode viver aproximadamente 17 anos. Já para um cachorro em situação de rua, essa expectativa de vida chega a ser três vezes menor.  Quem gosta de animais, fica incomodado ao presenciar um cãozinho na rua ou um gatinho miando a procura de um dono. Muitas vezes nos sentimos impotentes ou não sabemos como agir.

Os perigos são muitos. Sozinhos e sem proteção, eles estão sujeitos a atropelamentos, agressões, doenças e envenenamento. O trabalho voluntário do grupo ‘Unidos por eles’ de Tubarão, tenta amenizar esse problema no município. No próximo dia 22, à 11h, será promovido pelo grupo um almoço, ‘Paella Unidos Por Eles’, no Salão Paroquial São Judas Tadeu, no bairro Dehon.

Todo o valor arrecadado será revertido para tratamentos e cirurgias de animais em situação de rua. O valor do ingresso para um adulto é vendido por R$ 35,00; crianças com idade entre 9 a 12 anos pagam R$ 17,50 e menores de 8 anos não pagam. O prato principal será oferecido por Darela Mimos e Pratos Gastronômicos e a música ao vivo fica por conta de Diego Werke. Os ingressos poderão ser adquiridos na sede da OAB em Tubarão, na Quatro Patas Pet Shop e na Clínica Pequenos Amigos.

De acordo com a advogada e presidente da Comissão de Direito de Proteção Animal, Camila Garcia de Farias Rodrigues, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – 6ª Subseção Tubarão, por meio da Comissão de Direito de Proteção Animal, apoia o evento através de divulgações, buscando patrocínios e auxiliará nos dias com as atividades necessárias. “Como o objetivo do evento é arrecadar valores para o tratamento de animais de rua resgatados pelas voluntárias, todo o serviço no dia da Paella será realizado por voluntários.  Contaremos com cinco membros da comissão para auxiliar no que for preciso”, conta.

A profissional de direito destaca, que além de a OAB representar os interesses dos advogados, ela tem o compromisso de zelar pela Constituição Federal. “Em que pese a Constituição garantir, em seu artigo 225, parágrafo primeiro, inciso sétimo, a proteção da fauna e flora, vedando a crueldade aos animais, atualmente, denota-se um número significativo de casos de abandono de animais e maus-tratos em nossa região. E por isso, a Comissão de Direito de Proteção Animal, tem o objetivo de promover a conscientização da população sobre a saúde e bem-estar dos animais e orientar acerca da prática dos crimes de abandono e maus-tratos”, explica.

O abandono de animais nas ruas ou a procriação descontrolada, além de ser uma crueldade, pode também levar a problemas de Saúde Pública, como o aumento da transmissão de doenças em seres humanos. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados – 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

No início dos anos de 1980, os animais eram retirados da rua em uma situação muito parecida da que ocorria nos Estados Unidos, o catch and kill (captura e morte). No país, quem tinha esse papel era o centro de controle de zoonose, com a conhecida ‘carrocinha’. Em 1998, foi criada com a lei Federal nº. 9.605, para dar um tratamento mais digno para os animais. Com isso, a castração passou a ser utilizada como meio de impedir que os animais se reproduzissem nas ruas.