O padre suspeito de estuprar um adolescente de 14 anos no banheiro de um shopping em Guarujá, no litoral de São Paulo, teve a prisão preventiva decretada após passar por audiência de custódia. O advogado do padre explica que solicitou a liberdade provisória junto à 3ª Vara de Direito Cível de Guarujá.

A prisão preventiva, ou cautelar, foi decretada durante audiência de custódia ocorrida na terça-feira (10). Anderson Moraes Domingues, de 43 anos, foi preso em flagrante suspeito de abusar do adolescente e tentar estuprar outra criança, de 13. Ele teria levado as vítimas ao shopping após oferecer lanches a elas.

O advogado de defesa de Anderson, Gilmar José Mathias Prado, explica que o caso corre em segredo de justiça por envolver menores de idade, no entanto, a defesa do padre trabalha com uma linha dos fatos para apresentar as justificativas sobre o ocorrido. Também foi solicitada a liberdade provisória de Moraes.

“Caso esse pedido seja negado, será ajuizado o pedido de habeas corpus de Anderson. A prisão preventiva foi decretada a fim de preservar a segurança do processo e do próprio Anderson, visto a repercussão do noticiário”, explica Prado. O padre permanece preso desde a noite de sexta-feira (9).

Segundo uma familiar do adolescente estuprado, o jovem tem medo de sair na rua desacompanhado após o ocorrido e, desde então, passa o tempo acompanhado da mãe. “Está sendo bem difícil, a gente nunca imagina que esse tipo de coisa vai acontecer com a gente, ainda mais vindo de um padre, que deveria ajudar as crianças”.

“Estamos conversando com ele e orientando que nem todo mundo é uma pessoa boa. Espero que o padre pague pelo que fez, é preciso procurar por outras vítimas na cidade dele. Se foi capaz de fazer isso em um lugar onde não conhece ninguém, imagina na cidade dele onde tem a confiança das pessoas. Ele se aproveitou da inocência das crianças”, finaliza a familiar.