#ParaTodosVerem Na foto, praça em frente da sede da Otan em Bruxelas, na Bélgica
Para a Otan, os aliados precisam fortalecer mais a Ucrânia com o intuito de colocar fim no conflito que já dura quase quatro meses - Foto: Reuters | Divulgação

A guerra na Ucrânia pode durar anos, afirmou, neste domingo (19), o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg. Ele cobra apoio constante dos aliados dos ucranianos no momento em que as forças russas lutam por território no leste do país. Stoltenberg disse que fornecer armamentos de última geração às tropas ucranianas aumentaria as chances de liberar a região de Donbas, no Leste, que está sob controle russo. Após não conseguir tomar Kiev, capital ucraniana, no começo da guerra, as forças russas concentraram esforços na tentativa de completar o controle de Donbas, que já tinha partes nas mãos de separatistas apoiados pela Rússia antes da invasão de 24 de fevereiro.

“Precisamos nos preparar para o fato de que [a guerra] pode levar anos. Não podemos desistir de apoiar a Ucrânia”, disse Stoltenberg. “Mesmo se os custos forem altos, não apenas em apoio militar, mas também na alta dos preços de energia e alimentos”. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que visitou Kiev na última sexta-feira (17) com uma proposta de treinamento às forças ucranianas, também disse no sábado (18) que era importante que o Reino Unido desse apoio no longo prazo, alertando para o risco de haver “saturação da Ucrânia”, com a guerra se arrastando. Um dos principais objetivos da ofensiva de Moscou para tomar o controle da região de Luhansk – uma das duas províncias que compõem Donbas – é a cidade industrial de Sievierodonetsk.

O Governo da Rússia afirmou neste domingo (19) que o ataque na cidade estava avançava com sucesso. O governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, disse à televisão ucraniana que os combates tornavam a retirada de pessoas da cidade impossível, mas que “todas as alegações da Rússia de que controlam a cidade são mentira. Eles controlam a principal parte da cidade, mas não toda a cidade”. A Rússia informou ter lançado o que chamou de “operação militar especial” para desarmar a nação vizinha e proteger pessoas ali residentes que falam russo. Kiev e seus aliados rejeitaram a justificativa como um pretexto sem fundamento para uma guerra de agressão. A Ucrânia recebeu encorajamento na sexta-feira (17) quando a Comissão Europeia recomendou que tenha status de candidata, decisão que as nações da União Europeia (UE) devem endossar em uma reunião na nesta próxima semana.

Fonte: Agência Brasil via Natalia Zinets e Max Hunder, da Reuters
Edição: Zahyra Mattar | Notisul

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