Wagner da Silva
Braço do Norte

Com uma das maiores receitas da região, a prefeitura de Braço do Norte fechou o orçamento para este ano em R$ 56 milhões. Deste total, aproximadamente R$ 33 milhões devem vir da arrecadação do município. Para isso, mudanças serão realizadas para facilitar o controle das contas.

Uma delas é o recadastramento de imóveis por exemplo. Com isso, a prefeitura estima incrementar a arrecadação com o IPTU e gastar menos com a taxa de lixo. Outra melhoria neste sentido é a informatização do ISS. O prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio, explica que o valor da alíquota deve diminuir de 5% para 3%. Contudo, setores que antes não eram tributados serão incorporados na cobrança do imposto.

Ainda esta semana Vânio planeja reunir-se como secretário de agricultura, Adir Engel, para estudar formas de incentivar a utilização da nota fiscal do produtor. “Vamos trabalhar em parceria com contadores e mostrar às famílias rurais que elas têm muito a ganhar se passarem a contribuir”, adianta.
Com estas mudanças, a expectativa é aumentar a arrecadação – hoje em R$ 2,3 milhões – para R$ 2,7 milhões por mês e ainda suprir a perda no ICMS para este ano, estimada em 7,5%.

Instalação do Instituto Federal
Catarinense está confirmada

A implantação do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Braço do Norte está confirmada. A informação é do prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio. Com isso, o município irá dispor de uma espécie de escola profissionalizante para qualificar a mão-de-obra de vários setores econômicos.

Vânio adianta também que a partir de março os primeiros cursos deverão estar disponíveis. Isto será feito através de uma parceria entre a prefeitura, o IFC e a Associação Empresarial do vale do Braço do Norte (Acivale). “Oferta de emprego temos. O que necessitamos é mão-de-obra qualificada”, reforça o prefeito.
Uma área de dez mil metros quadrados deve ser disponibilizada para a construção da estrutura da IFC. Os cursos a será disponibilizados são voltados aos setores de metal-mecânica, corte e costura industrial, informática e carne e leite. “Os efeitos da instalação do instituto será sentidos em dois anos, mas o reflexo para os trabalhadores será mais imediato pois poderão reverter o aprendizado em renda”, valoriza Vânio.