Brasília (DF)

O número dois na hierarquia da Polícia Federal, o diretor executivo Romero Menezes, foi preso na manhã de ontem por suspeita de advocacia administrativa. Ele é investigado por ter favorecido o irmão José Gomes de Menezes Júnior, que também já foi preso ontem e tem uma empresa de serviços gerais e vigilância.

A prisão foi um desdobramento da Operação Toque de Midas, que ocorreu em julho e que investiga indícios de que empresas de Eike Batista podem ter infrigido a lei de licitações durante processo de concessão de uma estrada de ferro no Amapá. A empresa de José Menezes prestou serviços a Eike Batista.

O número dois da Polícia Federal pediu afastamento. Ele recebeu voz de prisão do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Correa, por volta das 10 horas de ontem. No momento da prisão, estava acompanhado do diretor de inteligência policial Daniel Lorenz e do diretor de combate ao crime organizado Roberto Troncon, que assume temporariamente a diretoria executiva da polícia.

Mais uma pessoa foi presa e sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá (AP), Belém (PA) e em Brasília (DF). Buscas foram feitas na casa de Romero Menezes, no seu gabinete e na secretaria nacional de segurança pública no Ministério da Justiça.

As prisões são temporárias, duram cinco dias e podem ser prorrogadas por mais cinco. O delegado Romero deve ser levado à carceragem Superintendência da PF em Brasília, onde ficará sozinho em cela especial, já que é policial federal.