A Polícia Federal em Minas Gerais cumpriu, na manhã desta sexta-feira, mandados de busca e apreensão no escritório e em uma empresa de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, advogado responsável pela defesa de Adélio Bispo, agressor confesso do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O objetivo da operação é investigar quem estaria financiando a defesa de Adélio Bispo, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por atentado pessoal por inconformismo político.

Logo após o atentado, o advogado criminalista foi até Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, onde ocorreu o crime, e se apresentou como defensor de Bispo. À época, ele informou que não cobraria pelo serviço e que atuaria no caso como uma “estratégia de marketing”.

Agressão

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi atingido com uma faca enquanto participava de uma caminhada de campanha, no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

O pedreiro Adélio Bispo, de 40 anos, foi preso como suspeito e confessou o crime logo depois. À época, o homem alegou que agiu motivado por “questões pessoais”. Bispo foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

O primeiro inquérito da PF sobre o caso aponta que o agressor agiu sozinho e por “motivações políticas”. Para tentar abrandar a pena do acusado, a defesa de Bispo solicitou à Justiça que o preso passe por uma avaliação de insanidade mental. O caso ainda é analisado.

Com a facada, Bolsonaro teve uma perfuração no intestino grosso, três no intestino delgado e uma na veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino. Ele precisou passar por cirurgias e ficou 24 dias internado.