Wagner da Silva
Braço do Norte

Assim como em outras escolas brasileiras, estudantes das redes municipal e estadual de ensino, participaram neste sábado da 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática em Escola Pública (Obmep), organizada pelo Ministério da Educação. É a segunda etapa realizada nos municípios. A primeira reuniu apenas alunos da própria escola.
Os estudantes tiveram três horas para concluir o conteúdo. Em Braço do Norte, 160 alunos participaram da avaliação, realizada no Colégio Estadual Dom Joaquim. Em Rio Fortuna, outros 19 participaram da prova.

Para a diretora adjunta do colégio, Zélia Della Giustina Guinzani, o mais difícil do conteúdo para os alunos é a interpretação. “Aqueles que sabem interpretar melhor, saem na frente, já que a matemática possui várias fórmulas. Por isso, é importante a leitura no dia-a-dia”, explica.

Algumas regras foram mudadas nesta edição. “Antes os alunos levavam a prova para casa. Este ano, será enviada para a avaliação. O caminho para chegar ao resultado também será avaliado, pois há alunos que estão corretos na interpretação, mas erram o resultado”, ressalta.

Para Zélia, o objetivo do MEC é saber se o material didático distribuído é utilizado pelos professores. “Acredito que o MEC pretende reavaliar todo o sistema educacional e descobrir novos ‘gênios’ pelo país”, acrescenta.

Devido ao alto nível de dificuldade – que aumenta a cada fase – no último ano, apenas 12 alunos do município chegaram à etapa regional, mas foram desclassificados.

O teste
A prova é efetuada em três níveis de ensino: Nível I (5ª e 6ª série); Nível II (7ª e 8ª) e Nível III (ensino médio). O teste é composto por seis questões, cada uma com três etapas. Apenas 5% dos alunos classificados seguem para a fase regional, podendo chegar à etapa nacional e receber como prêmio, bolsas de estudo integrais.