O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) pediu agilidade na construção do CCZ ao diretor da Madecril, Valcir Cardoso.
O prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) pediu agilidade na construção do CCZ ao diretor da Madecril, Valcir Cardoso.

Zahyra Mattar
Tubarão

Quando eram vereadores, o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB) e o vice, Pepê Collaço (PP), efetuaram pedidos, usaram a tribuna da câmara para alertar para os problemas dos animais de rua em Tubarão. Ironicamente, foram eles que conseguiram dar a primeira contribuição real para minimizar a situação.

Não é uma solução definitiva para o problemas dos animais de rua. Na verdade, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Tubarão nem tem este propósito, mas que vai ser uma mão na roda… ah, isso vai! A entrega da ordem de serviço para a empresa Madecril Madeiras e Construções, de Capivari de Baixo, vencedora da licitação, para a efetivação do espaço foi entregue ontem.

As obras começam oficialmente na próxima segunda-feira, mas hoje mesmo trabalhadores da Madecril já seguem para o bairro Monte Castelo para levar os materiais, limpar o terreno e deixar tudo organizado. “Acredito que entrego até antes do prazo. Sabemos da necessidade da cidade e temos orgulho de colaborar”, anima-se o diretor da empresa, Valcir Cardoso.

A Madecril tem 90 dias, a contar de ontem, para finalizar a estrutura, ou seja, tem que entregar tudo até o dia 10 de maio. Tanto que o próximo passo, explica o prefeito, é a elaboração do sistema de funcionamento do centro: como será feito o recolhimento dos bichos e o plano de atuação junto às escolas, para ensinar sobre a posse responsável, por exemplo.

O CCZ
O Centro de Controle de Zoonoses, anexo ao horto municipal, no bairro Monte Castelo, é resumido, hoje, em uma construção de 277,40 metros quadrados, dividido em nove baias. As próximas duas etapas preveem uma área construída de 729, 22 metros quadrados, onde serão instalados uma unidade administrativa, quatro baias para cães de pequeno e grande porte, um gatio e dois estábulos fechados e pátio para cavalos e bois.

“Com a nova estrutura, será possível efetuar a esterilização dos animais, o que já é um grande avanço para evitar que o número de bichos de rua cresça ainda mais”, valoriza o presidente da ONG Movimenta-Cão, Francisco de Assis Beltrame.

A organização continuará a efetuar o trabalho voluntário e pretende atuar este ano mais fortemente na promoção de feiras de adoção. “Sabemos que só a iniciativa do poder público não é suficiente. Mas com a união é possível minimizar o problema. Saná-lo é quase impossível”, salienta Beltrame.

É muito bicho, bichinhos e bichões
A estimativa é que existam hoje pelo menos três mil cães sem donos em Tubarão. Isso sem contar gatos, cavalinhos e bois que andam por aí sem destino. O Centro de Controle de Zoonoses não comportará todos. Isto é evidente, mas auxiliará a minimizar o problema. Além disso, o local não será um depósito de animais sem donos, e sim um meio para recuperá-los a fim de que tenham a chance de conquistar o coração de um humano.