A situação do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, foi tema da plenária da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Empresários e lideranças irão até Brasília, no próximo mês
A situação do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, foi tema da plenária da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Empresários e lideranças irão até Brasília, no próximo mês

 

Zahyra Mattar
Jaguaruna
 
No próximo mês, a Construtora Espaço Aberto, responsável pelas obras da segunda etapa do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, finalizará o terminal de passageiros. No momento, os trabalhadores fazem a colocação das divisórias no terminal e na torre de comando. No mais, faltam poucos retoques e pronto!
 
A péssima notícias é que não há como acessar o empreendimento. Na verdade há, claro. Mas a estrada é inviável para que o aeroporto entre em funcionamento – ainda que isso dependa de outras questões além do acesso. A secretaria estadual de infraestrutura confirmou ontem que o consórcio Setep/Espaço Aberto paralisou os trabalhos por falta de pagamento.
 
O motivo é a falta de repasse da verba pelo governo federal. Hoje, o secretário Valdir Cobalchini segue para Brasília, onde tentará solucionar a questão. Paralelamente, representantes de diversas entidades da região articulam uma reunião para o próximo mês, com a intenção de forçar a finalização da obra e o efetivo funcionamento do aeroporto.
 
A data escolhida é o próximo dia 12, quando está agendada uma nova reunião, em Brasília, por conta da BR-101. A ideia é incluir o empreendimento regional na pauta. Uma das preocupações é a vigilância do local após a finalização dos trabalhos.
 
Além disso, o grupo quer reivindicar a liberação das parcelas atrasadas para o acesso, a aquisição da ponte de embarque – o equipamento foi suprimido da segunda etapa, assim como o terminal de cargas – e, ainda, o recurso para a compra dos móveis e utensílios para colocar o aeroporto em funcionamento. Somente para isto, é estimada a necessidade de investir R$ 2,5 milhões.
 
 
As obras
 
| Estrutura física | Compreende o terminal de passageiros, redes elétrica e hidrossanitária, climatização, subestação de energia, estação de tratamento de esgoto e de água, telecomunicação de telefonia e cabeamento estruturado, proteção contra descargas atmosféricas, paisagismo e torre de controle de tráfego aéreo. O investimento do estado nesta fase, iniciada em fevereiro de 2009 e inauguradas em 17 de dezembro de 2010, foi de R$ 6.768.518,02. Além do terminal, os trabalhos de prevenção, salvamento e combate a incêndios também está concluído. Esta parte do empreendimento é necessária à homologação do aeroporto junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O investimento estadual, neste caso, foi de outros R$ 577.013,56.
 
| Equipamentos | Compreende a execução dos serviços de sinalização noturna (balizamento e papi), da estação de rádio e comunicação, da estação meteorológica e a instalação do rádio farol (NDB). O trabalho é feito pela Telear, com um investimento de R$ 1,8 milhão do governo do estado.
 
| Acesso | A estrada terá cinco quilômetros. As desapropriações dos terrenos serão pagas pelo governo do estado e custarão R$ 500 mil. A pavimentação custará R$ 18,2 milhões e é paga pela União. A obra inclui ainda o pátio de estacionamento, uma ponte sobre o Rio Jaguaruna e um viaduto sobre a Ferrovia Tereza Cristina. Os trabalhos, iniciados em junho de 2010, devem ser concluídos até julho deste ano.